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PIB de São Paulo cresce 2,3% no 1º trimestre de 2025, com destaque para agropecuária
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Economia paulista mantém trajetória de crescimento
O Produto Interno Bruto (PIB) do estado de São Paulo registrou crescimento de 2,3% no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Os dados foram divulgados pelo Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) e apontam o bom desempenho da economia paulista mesmo em um cenário nacional ainda em recuperação.
Agropecuária lidera expansão, seguida por serviços e indústria
A expansão da economia paulista foi puxada principalmente pelo setor agropecuário, que cresceu 7,6% no período. O setor de serviços também teve desempenho positivo, com alta de 3,0%, enquanto a indústria apresentou crescimento mais modesto, de 0,4%.
PIB paulista soma R$ 878 bilhões no trimestre
Em valores correntes, o PIB de São Paulo alcançou R$ 878 bilhões no primeiro trimestre de 2025, frente aos R$ 795 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Com esse resultado, o estado respondeu por 29% do total do PIB brasileiro, que foi de R$ 3 trilhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Crescimento também se mantém em bases anuais
No acumulado dos últimos 12 meses — encerrados no primeiro trimestre de 2025 — a economia paulista apresentou crescimento de 3,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Os setores que mais contribuíram nesse período foram:
- Serviços: alta de 3,6%
- Indústria: crescimento de 2,1%
Comparação com o último trimestre de 2024
Na comparação entre o primeiro trimestre de 2025 e o quarto trimestre de 2024, o PIB de São Paulo apresentou variação positiva de 1%, indicando continuidade no ritmo de crescimento da economia estadual.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos
A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.
O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.
O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.
Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.
O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.
A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.
A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.
O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.
As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.
As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.
Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.
A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.
A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.
Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.
Fonte: Pensar Agro



