AGRONEGOCIOS
Pif Paf Alimentos fortalece parceria com produtores integrados e planeja ampliar produção em Minas Gerais
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A Pif Paf Alimentos deu mais um passo para estreitar os laços com seus produtores integrados na unidade de Visconde do Rio Branco (MG). Em uma série de encontros realizados no início de junho nas cidades de Ervália, São Miguel do Anta e Teixeiras, a empresa apresentou seus planos de expansão, reforçou o apoio à modernização das granjas e destacou o compromisso com a biosseguridade na cadeia avícola.
Unidade deve aumentar em 10% o volume de abates em 2025
Atualmente, a unidade conta com 236 produtores integrados e 304 aviários em operação, com capacidade média de 25 mil aves por instalação. A expectativa da empresa é ampliar em cerca de 10% o volume de abates já em 2025, com base no fortalecimento da parceria com os integrados e no incentivo ao aumento da produtividade.
“O encontro foi uma oportunidade de estreitar o diálogo, reconhecer o papel essencial dos nossos integrados e apresentar o caminho de crescimento que estamos construindo juntos”, afirmou Guilherme Resende Henrique, gerente de Produção de Campo da unidade.
Segundo ele, a empresa já está com obras em andamento e oferece um conjunto robusto de incentivos para quem deseja modernizar suas estruturas. Entre os benefícios estão suporte técnico, profissional exclusivo para expansão e liberação de memoriais descritivos que orientam a construção de granjas dentro dos padrões da empresa.
Unidade estratégica para o grupo
O CEO da Pif Paf Alimentos, Luiz Carlos Mendes Costa, participou dos encontros e destacou a importância da unidade mineira. “Estamos em um momento de retomada da nossa capacidade de investimento e produtividade, e a parceria com os integrados é essencial nesse processo. Visconde do Rio Branco foi a primeira unidade do grupo e, hoje, é a maior planta em abate e industrialização”, ressaltou.
Biosseguridade é prioridade
Mesmo sem registrar casos de influenza aviária, a Pif Paf Alimentos tem redobrado os cuidados com a biosseguridade. Durante os encontros, a equipe técnica reforçou o checklist das granjas e anunciou treinamentos mais frequentes para prevenção de riscos sanitários.
Entre as medidas adotadas estão:
- Reforço na vedação dos aviários;
- Eliminação de árvores frutíferas nas áreas de biossegurança;
- Operação plena dos arcos de desinfecção;
- Organização dos pátios;
- Controle rigoroso da movimentação entre granjas;
- Proibição da criação paralela de aves caipiras nas propriedades integradas.
Foco na proximidade e na qualidade
Para os próximos passos, a empresa pretende estabelecer uma agenda contínua com os integrados, voltada à atualização de resultados zootécnicos e à qualidade do frango. A ideia é manter uma cultura de transparência, proximidade e valorização dos parceiros.
“Esses encontros são fundamentais para alinhar estratégias e garantir a segurança e qualidade da produção, sempre com o olhar voltado para o crescimento conjunto”, reforçou Airton Martins, gerente executivo de Produção de Campo da companhia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor
A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.
O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.
Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.
A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.
Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.
O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.
Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.
As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.
A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.
O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.
As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.
Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.
Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.
“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.
O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.
Fonte: Pensar Agro
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