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PL da Reciprocidade: Congresso aprova medida para proteger exportações brasileiras

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei da Reciprocidade (PL 2088/2023), que busca resguardar as exportações brasileiras contra barreiras comerciais consideradas abusivas. A proposta, relatada pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), tornou-se uma das pautas prioritárias do setor produtivo e é fruto da atuação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso Nacional.

A iniciativa surgiu em resposta a medidas ambientais adotadas pela União Europeia, que poderiam comprometer a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. Durante a tramitação no Senado, a relatora do projeto, senadora Tereza Cristina (PP-MS), ampliou o escopo da proposta para incluir também aspectos sociais e trabalhistas, garantindo uma abordagem mais abrangente.

Para Arnaldo Jardim, a aprovação da matéria no Senado demonstrou unidade e compromisso com o interesse nacional. “Esse é um tema que transcende questões partidárias, pois envolve a proteção da nossa competitividade, a valorização dos nossos produtos e o reconhecimento do trabalho dos produtores rurais. Foi uma vitória da articulação da bancada, que se empenhou em dialogar com todo o Parlamento”, afirmou.

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Garantia para o setor agropecuário

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), destacou a rapidez com que a proposta avançou no Congresso, evidenciando a necessidade de uma resposta do Brasil como grande player do comércio global.

“Criamos uma legislação que nos permite reagir a desafios impostos por outros países. Essa medida fortalece o setor produtivo e garante segurança aos nossos produtores. A FPA desempenhou um papel essencial nessa construção, com diálogo constante entre seus integrantes, líderes partidários e o presidente da Câmara, Hugo Motta”, pontuou Lupion.

Ferramenta contra retaliações comerciais

Lupion enfatizou ainda a importância de o Brasil ter mecanismos para responder a possíveis retaliações de concorrentes internacionais. Segundo ele, o PL da Reciprocidade serve como um instrumento estratégico de negociação para enfrentar medidas comerciais adversas.

“Tenho plena confiança de que o Itamaraty e nossos diplomatas conduzirão as negociações internacionais de forma a minimizar os impactos sobre o agronegócio, mas era fundamental termos uma garantia vinda do Congresso. Essa é uma conquista histórica”, afirmou.

Tramitação no Senado

Na última terça-feira (1º), o Senado Federal aprovou o relatório da senadora Tereza Cristina por 70 votos a favor e nenhum contrário. O autor da proposta, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), integra a diretoria da FPA e reforçou que o projeto representa um avanço na defesa dos interesses do setor produtivo brasileiro.

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Com a aprovação nas duas Casas Legislativas, o PL da Reciprocidade segue agora para sanção presidencial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conheça a história de uma aquicultora que vive na região da pérola do Tapajós

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Era apenas um passatempo em 2009, mas, aos poucos, ganhou espaço na rotina e se transformou em uma atividade que hoje envolve toda a família. Vilma Clea Oliveira da Silva, 64 anos, começou a criar peixes em uma barragem de grande porte sem pretensão comercial, para consumo próprio e para observar o desenvolvimento dos animais. Foi justamente a curiosidade do que acontecia dentro dos tanques que despertou o interesse pela aquicultura. Com o passar do tempo, a observação do dia a dia e o rendimento da criação fizeram com que ela percebesse que havia uma possibilidade de trabalho. A experiência que nasceu de maneira simples levou Vilma a buscar conhecimento e a investir cada vez mais na criação de peixes.

É olhando exatamente para as águas da Amazônia que a aquicultora enxerga uma das maiores possibilidades para o futuro. Seu sonho é que os rios da região possam ser mais bem aproveitados, sempre dentro das regras ambientais e de forma responsável. “Nós temos dois grandes rios, o Amazonas e o Tapajós”, destaca ao falar sobre o potencial que vê.

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Esse olhar para o futuro também se estende à própria família. Os filhos seguem próximos da aquicultura e ajudam de maneiras diferentes. A filha, que está se formando em medicina, contribui principalmente na parte clínica e laboratorial, enquanto o filho participa das atividades práticas do dia a dia relacionadas ao cultivo nos tanques. Assim, aquilo que começou como uma experiência pessoal foi gradualmente se tornando também uma vivência compartilhada entre gerações.

Vilma Clea Oliveira da Silva
Vilma Clea Oliveira da Silva

Se a continuidade da atividade passa pela família, Vilma acredita que também depende de quem está chegando agora. Para os jovens que pensam em trabalhar com aquicultura, ela recomenda buscar conhecimento e qualificação. Há caminhos de formação ligados à área, como o curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e capacitações em Aquicultura oferecidas pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Investir em conhecimento significa também ampliar a capacidade de quem trabalha diretamente com a criação de peixes e de quem poderá ajudar outros produtores a enfrentarem os desafios da atividade.

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Aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos com alimentação controlada, monitoramento constante e boas práticas de produção. A atividade pode ser realizada em águas marinhas e continentais. Dentro de espaços como rios, lagos, reservatórios, utilizando água destes em viveiros escavados em terra ou em aquários. Há diversas formas de cultivo e diversas espécies.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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