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Planejamento antecipado da adubação é chave para aumentar produtividade e reduzir custos na pecuária
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Importância do planejamento para a safra de pastagens
Com a chegada da próxima safra, pecuaristas de todo o país enfrentam um desafio fundamental: definir antecipadamente quais adubos e corretivos utilizar nas pastagens. Para Guilherme Caldeira, diretor de Categorias da Axia Agro, esse planejamento é essencial para evitar gastos desnecessários, garantir o fornecimento dos insumos e otimizar a produtividade das forrageiras. “Planejar a adubação antes da safra permite comprar com melhores preços e evitar prejuízos causados por atrasos ou imprevistos climáticos”, destaca.
Análise de solo: base para um manejo eficiente
O primeiro passo para um manejo correto é a análise do solo, que oferece dados precisos sobre nutrientes disponíveis, acidez (pH) e matéria orgânica. Esses dados orientam a quantidade ideal de corretivos e fertilizantes, além de contribuir para práticas sustentáveis ao evitar desperdícios e impactos ambientais negativos.
Principais corretivos e suas funções
Os corretivos mais usados são o calcário (dolomítico e calcítico), o gesso agrícola e o silicato, cada um com aplicação específica:
- Calcário dolomítico: recomendado para solos com baixa disponibilidade de magnésio.
- Calcário calcítico: indicado para áreas com magnésio em níveis adequados ou elevados.
- Gesso agrícola: fornece cálcio e enxofre, melhora a estrutura do solo e reduz a compactação, especialmente em solos com toxicidade de alumínio em camadas mais profundas.
- Silicato: corrige o pH e fornece silício, que aumenta a resistência das plantas.
Escolha e aplicação dos adubos
Na adubação, a escolha do fertilizante fosfatado deve considerar a solubilidade e a necessidade do solo. Produtos como MAP e DAP oferecem ação rápida, enquanto fontes naturais são mais indicadas para manejo a longo prazo. Outros insumos, como NPK, ureia e sulfatos, devem ser selecionados com base na análise do solo, exigência da forrageira e condições ambientais.
Para solos arenosos, adubos de liberação controlada são recomendados para minimizar perdas por lixiviação.
O momento ideal para a aplicação dos fertilizantes varia conforme solo, clima e tipo de produto. A recomendação é que sejam aplicados antes do período chuvoso, favorecendo a absorção dos nutrientes. O calendário deve acompanhar o crescimento das forrageiras, priorizando picos de maior demanda nutricional, especialmente na primavera e verão.
Destaques importantes são: a ureia deve ser aplicada em condições úmidas para evitar perdas por volatilização; fósforo e potássio podem ser aplicados tanto no preparo do solo quanto em cobertura.
Práticas complementares para potencializar resultados
Além do planejamento e da escolha correta dos insumos, outras práticas contribuem para o sucesso das pastagens. A rotação de pastagens promove a recuperação do solo, enquanto a integração lavoura-pecuária torna a produção mais sustentável.
“Adubação deve ser encarada como um investimento para aumentar a capacidade de suporte e a produtividade das áreas. Monitorar os resultados com análises periódicas permite ajustes precisos e manejo eficiente”, reforça Caldeira.
Suporte técnico especializado para pecuaristas
Para auxiliar os produtores nesse processo, a Axia Agro oferece suporte técnico especializado, desde a interpretação da análise do solo até a elaboração de planos de adubação personalizados, com o objetivo de maximizar a produtividade das pastagens e a rentabilidade da produção.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde
O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.
Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.
O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.
Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão
O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.
O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.
A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.
Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.
Interesse pela bebida cresce entre consumidores
O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.
Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.
O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.
Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular
O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.
Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.
Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.
Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular
Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.
De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.
Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.
Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.
Consumo deve ser feito com moderação
Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.
A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.
Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.
Setor vê oportunidades para os próximos anos
Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.
A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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