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Plano Safra 2025/26 é debatido na CRA
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A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal (CRA) promoveu, nesta quarta-feira (28), audiência pública para debater sobre o Plano Safra 2025/26. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foi representado pelo secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos.
Campos destacou que o apoio da CRA, juntamente com a Comissão de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) são fundamentais para a construção do Plano, além da participação do setor privado.
“O Plano Safra que está sendo gestado, tem como desafio compatibilizar duas coisas – o recurso e a taxa de subvenção. E isso está sendo colocado como uma matéria de ajuste fino para que possamos estar apresentando um Plano Safra que seja robusto, seja responsável, que dê capacidade a todo o setor se alavancar”, evidenciou o secretário.
Outro ponto abordado foi o Seguro Rural. O secretário ressaltou o trabalho do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, para a elaboração de um Seguro que atenda maior os produtores rurais. “O ministro Carlos Fávaro tem se empenhado muito para que possamos apresentar uma proposta de seguro rural adequada a este novo momento. A necessidade de fortalecer a atividade do produtor rural, diretamente ligada aos riscos climáticos, é cada vez maior. Temos observado, nos últimos anos, a presença crescente de fenômenos climáticos extremos no dia a dia do campo. Por isso, é fundamental que tenhamos uma nova definição para o seguro rural”, disse Guilherme Campos.
Na ocasião, o Sistema OCB apresentou as propostas prioritárias para as cooperativas, sendo divididas em três eixos estruturantes, além da gestão de riscos rurais, citando o PSR e Proagro.
Já a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), evidenciou os pontos para um Plano Safra mais robusto dentro da proposta do Plano Agrícola e Pecuário 25/26, entregue ao Mapa em abril deste ano, como também as propostas prioritárias.
Sobre o Plano Safra vigente, o subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, apresentou que houve um crescimento nas contratações. “Quando a gente analisa o crédito rural de julho do ano passado até abril deste ano, a gente tem o Pronaf que cresceu 5%. O Pronamp, que é para médios produtores, cresceu 13%. Quando a gente pega os investimentos e o custeio equalizado, eles mais ou menos se mantiveram ou cresceram um pouco. A queda efetiva foi no crédito rural a taxas livres”, afirmou.
O debate teve por objetivo trazer os cenários e perspectivas para o novo Plano Safra que deve ser lançado no final de junho. Os temas discutidos foram: aumento da equalização de juros, seguro rural, armazenagem de grãos, entre outros.
Informação à imprensa
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Produção de feijão no Rio Grande do Sul deve recuar mais de 37% em 2026, aponta Emater
A produção de feijão no Rio Grande do Sul deverá registrar forte retração na safra 2026. Dados divulgados pela Emater/RS-Ascar indicam redução expressiva na área plantada, na produtividade e no volume colhido, tanto na primeira quanto na segunda safra da cultura.
A primeira safra já foi concluída no Estado e confirmou desempenho inferior ao ciclo anterior. Segundo o Informativo Conjuntural da entidade, a produtividade média foi revisada para 1.726 quilos por hectare, resultado 3% abaixo da estimativa inicial de 1.779 quilos por hectare.
A área cultivada também apresentou retração significativa, totalizando 23.942 hectares, redução de 22,3% em comparação aos 30.797 hectares registrados na safra 2024/2025. Como consequência, a produção foi estimada em 41.320 toneladas, volume 26,3% menor que as 56.098 toneladas colhidas no ciclo anterior e 11% inferior à previsão inicial.
Segunda safra avança, mas produção segue comprometida
Enquanto a primeira safra foi encerrada, a colheita da segunda safra alcançou 85% da área cultivada no Rio Grande do Sul. Os 15% restantes das lavouras estão em fase de maturação e aguardam condições favoráveis para a conclusão dos trabalhos.
Apesar da melhora recente do clima, com maior incidência de radiação solar e temperaturas amenas, fatores climáticos adversos registrados ao longo do ciclo afetaram o potencial produtivo das lavouras.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, as geadas ocorridas anteriormente e os períodos prolongados de elevada umidade relativa do ar causaram perdas de produtividade e prejudicaram a qualidade dos grãos em diversas regiões produtoras.
A área cultivada na segunda safra foi reestimada em 9.818 hectares, representando queda de 45,7% em relação aos 18.070 hectares cultivados no ano anterior. A produtividade média foi ajustada para 1.414 quilos por hectare, ligeiramente acima da projeção inicial de 1.401 quilos por hectare.
Mesmo com esse pequeno avanço no rendimento, a produção esperada é de apenas 13.880 toneladas, volume 37,2% inferior às 22.111 toneladas colhidas na safra passada.
Geadas reduziram potencial produtivo na região de Ijuí
Na região administrativa de Ijuí, a colheita da segunda safra atingiu aproximadamente 75% da área cultivada. As lavouras remanescentes já estão maduras, e os produtores aguardam melhores condições para finalizar as operações.
Segundo a Emater/RS-Ascar, as geadas registradas durante as fases vegetativa e reprodutiva da cultura provocaram perdas pontuais e reduziram o potencial produtivo inicialmente projetado.
Até o momento, as áreas colhidas apresentam rendimento médio de 1.805 quilos por hectare. A expectativa é de que a colheita seja concluída na primeira quinzena de junho.
Umidade afeta qualidade dos grãos em Soledade
Na região de Soledade, os trabalhos de colheita já alcançaram 90% da área cultivada. As condições climáticas mais favoráveis nas últimas semanas contribuíram para acelerar o avanço das operações e o desenvolvimento final das lavouras.
ntretanto, a elevada umidade relativa do ar observada anteriormente trouxe impactos negativos para a qualidade dos grãos colhidos, fator que preocupa produtores e compradores.
Oferta menor pode influenciar mercado do feijão
Com a redução da produção nas duas safras, o Rio Grande do Sul deverá disponibilizar um volume significativamente menor de feijão ao mercado em 2026. A combinação entre diminuição da área plantada e adversidades climáticas reforça o cenário de menor oferta estadual, elemento que poderá influenciar a dinâmica de preços e abastecimento nos próximos meses.
O desempenho final da segunda safra será determinante para consolidar os números da produção gaúcha e avaliar os impactos sobre o mercado nacional do feijão.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

