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Plantio acelerado nos EUA pressiona preços do milho, que recuam na B3 e em Chicago

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Mercado brasileiro inicia terça-feira com desvalorização do milho na B3

Os contratos futuros do milho operam em queda na manhã desta terça-feira (29) na Bolsa Brasileira (B3), refletindo o cenário do mercado internacional. Por volta das 10h (horário de Brasília), as principais cotações apresentavam oscilações negativas, variando entre R$ 67,20 e R$ 75,59.

O contrato com vencimento em maio de 2025 registrava estabilidade, cotado a R$ 75,59. Já o contrato de julho/25 era negociado a R$ 67,20, com recuo de 0,07%. Para o vencimento em setembro/25, a cotação era de R$ 68,20, apresentando queda de 0,60%, enquanto o contrato de novembro/25 recuava 0,45%, cotado a R$ 70,70.

Cotações do milho também recuam na Bolsa de Chicago

O mercado internacional acompanha a tendência de baixa observada na B3. Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços do milho futuro também operam em campo negativo na manhã desta terça-feira. Às 9h44 (horário de Brasília), os contratos apresentavam as seguintes cotações:

  • Maio/25: US$ 4,75, estável
  • Julho/25: US$ 4,83, com queda de 0,25 pontos
  • Setembro/25: US$ 4,40, com baixa de 1,25 pontos
  • Dezembro/25: US$ 4,49, também com recuo de 1,25 pontos
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Avanço do plantio nos Estados Unidos pressiona os preços

De acordo com informações divulgadas pelo portal internacional Successful Farming, a queda nos contratos futuros de milho durante a madrugada foi impulsionada pelo avanço do plantio nos Estados Unidos, que segue mesmo com chuvas em parte do Meio-Oeste norte-americano.

Segundo o relatório divulgado na segunda-feira (28) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 24% da safra de milho do país já havia sido plantada até o último domingo. Esse número representa um avanço significativo em relação aos 12% registrados na semana anterior e supera a média dos últimos cinco anos, que é de 22%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rio Grande do Sul sedia 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica e destaca avanço da economia circular no agro

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O Rio Grande do Sul será palco, em 6 de agosto, do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica, evento inédito promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (ASSIFERTO RS). A programação será realizada em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, com participação gratuita mediante inscrição.

O encontro surge em um momento de forte expansão do mercado brasileiro de insumos orgânicos, impulsionado pela demanda por alimentos mais sustentáveis, pela consolidação de práticas ESG no agronegócio e pelo avanço das regulamentações ambientais no país.

Simpósio debate sustentabilidade, regulação e inovação no setor

A programação técnica do evento reúne autoridades ambientais, representantes do setor público e pesquisadores, com foco em temas como regulação, desafios produtivos e tendências do mercado de fertilizantes orgânicos.

De acordo com a ASSIFERTO RS, a iniciativa busca dar visibilidade à cadeia produtiva gaúcha e ampliar o diálogo entre os diferentes elos do setor.

“O objetivo é mostrar que o Rio Grande do Sul possui empresas organizadas e tecnologicamente avançadas, capazes de transformar subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de alta qualidade, reduzindo impactos ambientais, diminuindo a dependência de nutrientes importados e promovendo equilíbrio biológico no solo”, afirma o presidente da entidade, Valdecir Ferrari.

Setor movimenta mais de 1 milhão de toneladas de resíduos orgânicos por ano

As empresas associadas à ASSIFERTO RS são responsáveis pelo processamento de mais de 1 milhão de toneladas de subprodutos orgânicos anualmente. Esse material é reinserido na cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos, líquidos e condicionadores de solo, dentro de um modelo de economia circular aplicado ao agronegócio.

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Segundo a entidade, esse processo contribui para ganhos ambientais e produtivos, incluindo maior retenção de carbono no solo, melhoria da sanidade vegetal e aumento da eficiência nutricional das lavouras.

Ferrari destaca ainda o papel estratégico do reaproveitamento de nutrientes diante da limitação de recursos naturais. “A recuperação de nutrientes por meio da reciclagem de subprodutos é essencial para garantir a sustentabilidade da produção de alimentos para as próximas gerações”, ressalta.

ASSIFERTO RS reúne 12 empresas e concentra 90% da produção no Estado

A associação é formada por 12 empresas responsáveis por aproximadamente 90% da produção de fertilizantes orgânicos registrados no Rio Grande do Sul. O evento também será uma vitrine para tecnologias aplicadas ao setor, reforçando o amadurecimento da indústria de base orgânica no Estado.

A realização do simpósio é considerada um marco institucional para a entidade, que pretende dar continuidade a novas edições do encontro nos próximos anos.

“Este é o primeiro de muitos simpósios. O setor está em evolução e a associação tem um papel coletivo na construção desse avanço”, afirma Ferrari.

Exemplo de inovação e biotransformação de resíduos orgânicos

Durante o simpósio, os participantes terão acesso a cases de produção, como o da Beifiur/Beifort, empresa fundada por Valdecir Ferrari. A operação transforma resíduos, especialmente da cadeia da uva, em fertilizantes orgânicos por meio de processos de biotransformação com tecnologia própria.

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A iniciativa exemplifica o avanço da bioeconomia no agronegócio brasileiro, com soluções que integram inovação, reaproveitamento de resíduos e geração de valor para diferentes cadeias produtivas.

Natural de Carlos Barbosa (RS) e com trajetória no setor desde a década de 1990, Ferrari destaca a origem agrícola de sua atuação. “Aprendi desde cedo que nada deve ser desperdiçado. Esse conceito evoluiu da compostagem para um modelo de negócio estruturado, com base tecnológica e escala nacional”, afirma.

Setor de insumos orgânicos ganha protagonismo no agronegócio brasileiro

Com a participação de todos os associados prevista no evento, o simpósio reforça o amadurecimento do setor de insumos orgânicos no Brasil. A expectativa da ASSIFERTO RS é consolidar o encontro como referência técnica e institucional para o debate sobre sustentabilidade, inovação e regulação no agronegócio.

Mais informações sobre o 1º Simpósio ASSIFERTO RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica:

SimpósioInscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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