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Plena Alimentos inaugura nova área de processamento de carne bovina em Porangatu (GO)
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A Plena Alimentos, integrante do Grupo CDM e uma das maiores empresas de proteína bovina do Brasil, inaugurou no dia 26 de setembro uma nova área de processamento de carne na unidade de Porangatu (GO). O investimento, superior a R$ 100 milhões, contempla ampliação, modernização e implantação de estruturas que completam o ciclo produtivo, incluindo desossa e embalagem, fortalecendo a presença da empresa no norte de Goiás.
Estrutura moderna e aumento da capacidade produtiva
A nova área possui capacidade para processar 750 cabeças de gado por dia, integrando etapas essenciais da produção e ampliando a eficiência da planta. Atualmente, a unidade possui capacidade de abate para 600 animais diários, com meta de atingir 750 cabeças em 2025.
O CEO da Plena Alimentos, Paulo Emílio Franco Prado, destacou:
“Essa é uma nova fase que estamos iniciando na cidade, com geração de empregos, desenvolvimento local e fortalecimento da nossa presença na região.”
Geração de empregos e impacto econômico
A expansão já resultou na criação de mais de 250 novas vagas em Porangatu desde o início do ano. O investimento integra o plano estratégico da Plena para 2025, que inclui também:
- Ampliação da planta em Paraíso do Tocantins (TO), com conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2026
- Inauguração de um armazém automatizado em Contagem (MG), com capacidade para cerca de 2 mil posições de paletes
Esses avanços refletem o objetivo do grupo de crescimento sustentável e incremento de produtividade, fortalecendo o setor de proteína bovina na região.
Projeções de crescimento do Grupo CDM
O Grupo CDM — formado por Plena, Grande Lago, Transquali e Petsko — estima para 2025:
- Aumento de 29% no faturamento, atingindo R$ 4,1 bilhões
- Expansão de cerca de 15% na produção de proteína bovina
A planta de Porangatu está em operação desde 2012, com capacidade inicial de abate de 120 cabeças/dia. Atualmente, a unidade produz aproximadamente 50 mil toneladas de carne por ano.
O CEO reforçou a relação da empresa com a cidade:
“Nesses 13 anos, colhemos bons frutos e estamos trabalhando para que a cidade siga colhendo bons frutos junto com a gente.”
Apoio institucional e reconhecimento local
A inauguração contou com a presença da prefeita de Porangatu, Vanuza Valadares, que ressaltou o impacto do investimento para o município:
“Além de aumentar o número de pessoas trabalhando, aumenta nossa riqueza e melhora nossa economia. É um passo histórico para Porangatu.”
O evento também reforçou a importância da parceria entre setor privado e autoridades locais para o fortalecimento do agronegócio na região.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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