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Porto de Itajaí bate recorde com novas rotas internacionais e investimento de R$ 9 milhões da JBS Terminais
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A JBS Terminais anunciou a ampliação de suas operações no Porto de Itajaí com a chegada de duas novas linhas internacionais de longo curso e um novo investimento de R$ 9 milhões em infraestrutura logística. A medida reforça o processo de expansão do terminal catarinense, que já registra crescimento acelerado na movimentação de cargas e consolida sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro.
Com as novas operações, o Porto de Itajaí alcançará o maior número de linhas regulares de navegação de sua história, fortalecendo as conexões de Santa Catarina com mercados da América do Norte, Caribe, Europa, Oriente Médio, Ásia e África.
Novas linhas ampliam exportações e conexões internacionais
Entre as novidades anunciadas estão as linhas UCLA/Gulf to SAEC String 1 e BOSSA NOVA/SIRIUS 1.
A rota UCLA/Gulf to SAEC String 1 fará a ligação entre Itajaí, a Costa Leste dos Estados Unidos, o Caribe e o Norte da América do Sul, conectando o terminal catarinense a importantes mercados internacionais, como Houston e Cartagena.
Já a linha BOSSA NOVA/SIRIUS 1 reforçará a integração logística com o Mediterrâneo, utilizando hubs estratégicos como Algeciras e Tanger Med, considerados relevantes pontos de distribuição global.
Com isso, o Porto de Itajaí passa a contar com 12 linhas regulares de navegação internacional, ampliando sua relevância para operações de exportação e importação de cargas refrigeradas, proteínas animais e produtos do agronegócio.
JBS investe R$ 9 milhões para ter operação logística própria
Para acompanhar o avanço das operações, a JBS Terminais também confirmou investimento de aproximadamente R$ 9 milhões na aquisição de 25 caminhões destinados exclusivamente às operações internas do terminal.
Os veículos serão utilizados no transporte de contêineres entre o cais e a área de armazenagem, permitindo que a companhia opere com logística 100% própria dentro do porto.
A entrega dos caminhões está prevista até o final de maio, com início gradual das operações ao longo de junho.
Segundo a empresa, o novo aporte integra a estratégia de expansão operacional do terminal e busca aumentar a eficiência logística diante do crescimento contínuo da movimentação de cargas.
Porto de Itajaí registra maior movimentação da história
Desde que assumiu a operação do terminal, a JBS Terminais vem registrando crescimento consistente na movimentação portuária.
De acordo com a companhia, a média de expansão mensal alcança cerca de 12% no volume de TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.
Em abril, o terminal atingiu a maior movimentação mensal de sua história, superando 44,8 mil TEUs movimentados.
O presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior, destacou que a empresa já investiu cerca de R$ 230 milhões desde outubro de 2024 na retomada das operações do Porto de Itajaí, que permaneceu praticamente paralisado por quase dois anos.
“Os investimentos e a ampliação das rotas fazem parte da nossa estratégia de crescimento operacional e fortalecem a importância do Porto de Itajaí na logística aquaviária nacional”, afirmou.
Estrutura fortalece Santa Catarina como polo logístico do agronegócio
Atualmente, o terminal opera com uma estrutura considerada estratégica para o comércio exterior brasileiro.
O Porto de Itajaí conta com 180 mil metros quadrados de área operacional, 1.030 metros de cais, quatro berços com profundidade de 14 metros, além de 1.705 tomadas para contêineres refrigerados e oito gates reversíveis.
A estrutura reforça a competitividade de Santa Catarina nas exportações de proteínas animais, alimentos refrigerados e produtos do agronegócio, segmentos que dependem de eficiência logística e agilidade no fluxo internacional de cargas.
Com a ampliação das rotas e os novos investimentos, a expectativa do setor é de fortalecimento ainda maior da posição do Porto de Itajaí como um dos principais corredores logísticos do Sul do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do mamão formosa despenca em Minas Gerais com aumento da oferta e demanda enfraquecida
O mercado de mamão formosa encerrou maio sob forte pressão no Norte de Minas Gerais. O aumento da oferta da fruta ao longo do mês ampliou a disponibilidade nos centros de comercialização e provocou sucessivas quedas nas cotações, reduzindo a rentabilidade dos produtores da região.
Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços do mamão formosa registraram recuos consecutivos durante maio. Na última semana do mês, a desvalorização foi de 13%, com a fruta sendo comercializada, em média, a R$ 0,81 por quilo.
Oferta elevada pressiona mercado
Segundo pesquisadores da equipe Hortifrúti do Cepea, a principal razão para a queda dos preços foi o aumento da oferta disponível no mercado. Com maior volume de frutas sendo direcionado à comercialização, a pressão sobre as cotações se intensificou, especialmente em um cenário de consumo ainda moderado.
O movimento reflete um desequilíbrio entre oferta e demanda, situação que tem limitado a capacidade de reação dos preços e reduzido o poder de negociação dos produtores.
Clima frio preocupa setor em junho
Para o início de junho, agentes do setor esperavam uma possível melhora no ritmo das vendas em função do aumento do poder de compra dos consumidores. No entanto, as perspectivas de temperaturas mais baixas podem dificultar a recuperação do mercado.
Historicamente, o consumo de frutas tropicais tende a perder força durante períodos mais frios, o que pode restringir a demanda pelo mamão e impedir uma valorização mais consistente das cotações nas próximas semanas.
Perspectiva para o mercado
A expectativa dos agentes é de que o comportamento do clima e o volume de oferta continuem sendo os principais fatores de influência sobre os preços do mamão formosa em Minas Gerais. Caso a disponibilidade da fruta permaneça elevada e o consumo siga enfraquecido pelo frio, o mercado poderá enfrentar novas dificuldades para recuperar os níveis de preços observados nos primeiros meses do ano.
Enquanto isso, produtores acompanham atentamente a evolução da demanda e buscam estratégias para minimizar os impactos da pressão baixista sobre a rentabilidade da atividade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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