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Porto de Santos consolida liderança e já embarca 71% das exportações brasileiras de café

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Santos, o principal corredor do café brasileiro
  • Participação recorde: em 2024, o Porto de Santos respondeu por 71 % do valor FOB das exportações nacionais de café.
  • Crescimento de volume: mais de 1,8 milhão de toneladas escoadas — alta de 20 % em relação a 2023.
  • Projeção até 2030: expectativa de crescimento médio anual (CAGR) de 2,5 %, segundo dados do sistema Comex.

“O cultivo e o comércio do grão transformaram Santos no fim do século XIX, e esse vínculo segue fortalecendo a identidade econômica e cultural da região”, salienta Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS).

Patrocínio ao 10º Coffee Dinner & Summit

A APS, gestora da infraestrutura pública do complexo santista, confirma patrocínio ao maior fórum do setor cafeeiro — organizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) — que ocorrerá de 2 a 4 de julho de 2025, em Campinas (SP).

Evento carbono zero e Selo Verde
  • Neutralização de emissões: o Cecafé obteve o Selo Verde da Ecooar Biodiversidade.
  • Compensação ambiental: plantio de 69 árvores nativas para equilibrar 9,8 t de CO₂e gerados durante os três dias de evento.
  • Área beneficiada: Áreas de Preservação Permanente na Fazenda do Lobo, em Três Corações (MG).
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Coffee Dinner & Summit: o fórum global do café
  • Público-alvo: mais de mil participantes entre produtores, exportadores, especialistas e autoridades.
  • Tema central 2025: “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos cafés do Brasil”.
  • Debates prioritários: desafios econômicos, climáticos, regulatórios e logísticos, com foco em iniciativas ESG.
  • Inscrições e detalhes: disponíveis em coffeedinner.com.br.
Por que isso importa

O desempenho do Porto de Santos reafirma o papel do Brasil como maior produtor e exportador mundial de café e sinaliza a necessidade de infraestrutura portuária robusta para sustentar o crescimento projetado. Ao mesmo tempo, o engajamento em eventos sustentáveis consolida a imagem do setor frente às exigências ambientais e de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dependência de fertilizantes importados expõe agro brasileiro a riscos geopolíticos e acelera debate sobre transição verde

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A instabilidade geopolítica em regiões estratégicas para a produção de insumos agrícolas voltou a acender um alerta no agronegócio brasileiro: a forte dependência de fertilizantes importados. Conflitos recentes no Oriente Médio, somados aos impactos ainda sentidos da guerra entre Rússia e Ucrânia, afetam diretamente a oferta global desses produtos e pressionam os custos de produção no campo.

Atualmente, o Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes que consome, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Esse percentual tem aumentado nos últimos anos, ampliando a exposição do país a riscos externos.

Brasil lidera importações globais de fertilizantes e amplia vulnerabilidade

Em 2025, o Oriente Médio respondeu por 16% dos fertilizantes nitrogenados importados pelo Brasil. Considerando também países em regiões sensíveis, como Rússia e Venezuela, esse volume chega a 32% das importações nacionais.

O Brasil é hoje o maior importador mundial de fertilizantes, com crescimento médio de 3,8% ao ano entre 2014 e 2023, enquanto a média global foi de 0,8%, segundo dados da International Fertilizer Association (IFA).

Para especialistas, a baixa produção doméstica torna o país especialmente vulnerável. Além disso, a demanda segue em expansão impulsionada pela conversão de pastagens degradadas em áreas agrícolas, pela expansão dos sistemas integrados e pelo avanço da segunda safra.

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Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), lançado em 2022, ganha relevância estratégica. O programa estabelece como meta reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre as diretrizes estão:

  • Incentivo à produção nacional de fertilizantes
  • Modernização da indústria do setor
  • Melhorias na infraestrutura logística
  • Estímulo à inovação tecnológica

Apesar das metas, o avanço do plano enfrenta desafios importantes, como o alto custo do gás natural, gargalos logísticos e a necessidade de maior coordenação entre órgãos públicos e privados.

Fertilizantes verdes surgem como alternativa para reduzir emissões

Os fertilizantes verdes são apontados como uma alternativa estratégica para o setor, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. Produzidos a partir de hidrogênio verde — obtido por eletrólise da água com energia renovável —, esses insumos podem reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa associadas à agricultura.

Segundo especialistas, além de diminuir a pegada de carbono, essa tecnologia pode aumentar a segurança no abastecimento ao reduzir a dependência de importações.

Tecnologia ainda enfrenta barreiras de custo e escala

Apesar do potencial, a escalabilidade dos fertilizantes verdes ainda enfrenta desafios relevantes. O principal deles é o custo de produção, que pode ser até oito vezes superior ao dos fertilizantes convencionais, baseados em combustíveis fósseis.

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A viabilização dessa tecnologia depende de políticas públicas de incentivo, contratos de longo prazo e mecanismos como o mercado de carbono.

Uso eficiente de fertilizantes pode reduzir emissões no campo

Além da substituição tecnológica, especialistas destacam que o uso mais eficiente dos fertilizantes no campo também é fundamental. O manejo adequado pode reduzir desperdícios e emissões de óxido nitroso (N₂O), um gás com potencial de aquecimento global 265 vezes superior ao CO₂.

No Brasil, esse gás representa cerca de 6% das emissões provenientes do setor agrícola.

Transição verde é vista como estratégica para o futuro do agro

Para especialistas do setor, a agenda de fertilizantes deve ser tratada como estratégica para o país. O Brasil possui matriz energética majoritariamente renovável e condições favoráveis para se tornar produtor global desses insumos.

No entanto, esse avanço depende de coordenação entre setores, investimentos consistentes e planejamento de longo prazo para reduzir a vulnerabilidade externa e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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