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Portos do Arco Norte superaram Santos e Paranaguá em 2024
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O Arco Norte foi o grande destaque das exportações brasileiras no acumulado do ano, superando os tradicionais portos de Santos e Paranaguá. De acordo com o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (23.07).
Do total exportado, 36,3% do total de soja saiu pelos portos do chamado Arco Norte – Itacoatiara (AM), Santarém (PA), Santana (AP), Barcarena/Vila do Conde (PA), São Luiz (MA) e Salvador (BA). Em comparação, Santos (SP) respondeu por 35,7% e Paranaguá (PR) por 12,6% e o porto de São Francisco do Sul (SC), 6,2% da soja.
As exportações brasileiras de soja alcançaram 13,95 milhões de toneladas em junho deste ano, um aumento de 3,7% em relação ao mês anterior. No entanto, no acumulado do ano, as exportações somaram 23,3 milhões de toneladas, representando uma queda de 1,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
A valorização do dólar frente ao real e a alta demanda interna para a produção de óleo ajudaram a sustentar os preços, tornando o produto brasileiro mais competitivo no mercado internacional.
Exportações de Milho e Impacto no Frete
No caso do milho, as exportações em junho chegaram a 850 mil toneladas, quase o dobro do volume registrado em maio. Assim como a soja, o aumento foi impulsionado pela demanda global e pela valorização do dólar. No acumulado do ano, as vendas internacionais de milho totalizaram 4,1 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 4,3 milhões exportados no ano anterior. O Arco Norte foi responsável por 49% da movimentação do milho, enquanto Paranaguá e São Francisco do Sul responderam por 6,5% e 9,6%, respectivamente.
A movimentação intensa nos portos do Arco Norte teve um impacto significativo no custo dos fretes em diversas regiões do Brasil. Em Mato Grosso do Sul, os custos aumentaram em junho devido à necessidade de liberar espaço nos armazéns e à demanda aquecida por soja. Em Goiás, apesar do incremento na demanda por fretes devido à colheita do milho, as empresas se queixaram dos baixos preços dos produtos.
No Nordeste, o Maranhão registrou um aumento na demanda e nos preços do frete, especialmente para o porto de Itaqui e o Terminal Ferroviário de Porto Franco. Na Bahia, o fluxo logístico intenso resultou em altos fretes e maior volume transportado em relação ao mês anterior. O Piauí também viu um mercado de fretes aquecido, com forte aumento na demanda.
Na Região Sul, o Paraná observou aumentos nos fretes em quase todas as rotas, exceto em Ponta Grossa. Em São Paulo, a comercialização do milho impulsionou a demanda por fretes. No Centro-Oeste, os fretes originários do Distrito Federal subiram em quase todas as rotas, especialmente para Santos, Guarujá e Osvaldo Cruz. Em Mato Grosso, a colheita da segunda safra de milho e a reta final dos embarques de soja causaram um forte impacto na logística, elevando a demanda por transportes e os preços dos fretes em todas as praças estaduais.
Considerações Finais
A Conab conclui que a dinâmica das exportações e a logística de transporte de grãos no Brasil estão diretamente influenciadas pelas variações cambiais, colheitas e demanda interna, ressaltando a importância crescente do Arco Norte como um eixo estratégico no escoamento da produção agrícola brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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Lançamento da Semana do Pescado no Espírito Santo
O ministro Edipo Araujo, esteve nesta segunda-feira (24), em Piúma (ES), representando o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para o lançamento da Semana do Pescado, na Câmara Municipal.
Com a presença do setor pesqueiro, associações, cooperativas, feirantes, representantes da hotelaria, restaurantes, entidades e instituições da pesca e da aquicultura, o ministro do MPA destacou que “o Brasil tem trabalhado para ampliar o consumo de pescado, essa proteína de qualidade totalmente nutritiva que tem um baixo impacto ao meio ambiente”.
A Semana do Pescado, que acontecerá de 01 a 15 de setembro de 2026, foi criada para fomentar o empreendedorismo pesqueiro e implementar uma nova data de incentivo ao consumo de peixes. Durante o evento o foco é o fortalecimento e capacitação da cadeia produtiva, através da difusão de conhecimento e valorização dos profissionais do setor, assim como a promoção do consumo de uma proteína saudável, baseada em várias espécies, com elevado apelo gastronômico.
Segundo o Painel Unificado do Registro Geral da Atividade Pesqueira, o estado do Espírito Santo, que produz em torno de 14mil toneladas por ano, tem quase 50 mil pescadores artesanais, um percentual menor de pescadores industriais, e em torno de 171 aquicultores. O estado vem se destacando na aquicultura, mas também na pesca extrativa com destaque para a captura de peixes oceânicos, como dourado, atum, espadarte e camarão.
O ministro também participou da roda de conversa com estudantes, futuros engenheiros de pesca e técnicos na área de recursos de pescados, do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), Campus Piúma, e diretores coordenadores de projetos, onde foram discutidos algumas ações e possibilidades de fortalecimento das parcerias. Ainda na tarde desta segunda-feira, visitou o Laboratório Dinâmica de Populações Marinhas.
Na terça-feira (25), o ministro continua no estado para reuniões com os trabalhadores da Pesca e Aquicultura, e participará da solenidade da abertura oficial do 9º Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO 2026), no Parque Botânico Vale, na capital capixaba.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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