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Preço do arroz em casca continua em queda pelo 11º mês consecutivo

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Queda contínua no preço do arroz em casca

Os preços do arroz em casca seguem em trajetória de queda, marcando a 11ª semana consecutiva de recuo, embora com intensidade menor na última semana, conforme dados do Centro de Pesquisas Econômicas (Cepea). Entre os dias 11 e 17 de abril, o preço médio ponderado no Rio Grande do Sul, representado pelo Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros e pagamento à vista), registrou uma queda de 0,26%, fechando a R$ 76,04 por saca de 50 kg na quinta-feira, 17.

Fatores que influenciam a queda nos preços

As cotações do arroz continuam em declínio desde o início de fevereiro, e a média parcial de abril é a mais baixa desde outubro de 2022. Segundo os pesquisadores do Cepea, a redução da liquidez no mercado de arroz foi impactada pelo feriado prolongado da Semana Santa, que fez com que muitos produtores direcionassem sua atenção para as atividades de campo, principalmente para a reta final da colheita. No entanto, as chuvas nos estados do Sul prejudicaram o avanço da colheita, afetando ainda mais a dinâmica do mercado.

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Desinteresse de atacadistas e varejistas

Além disso, o Centro de Pesquisas aponta que o desinteresse por parte de atacadistas e varejistas, que não demonstraram um apetite significativo de compra, tem influenciado a baixa no preço. Apesar de uma demanda sinalizada por unidades de beneficiamento, as negociações nos engenhos não foram suficientes para reverter o quadro de queda nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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