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Preço do arroz nos supermercados do Japão recua após 18 semanas de alta
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Os preços do arroz nos supermercados japoneses sofreram uma leve queda na semana até 4 de maio, após 18 semanas consecutivas de aumentos. No entanto, o valor continua a ser o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. A redução foi reportada pelo Ministério da Agricultura do Japão na segunda-feira, em um reflexo das medidas adotadas pelo governo para tentar controlar os custos do grão.
Queda de 19 ienes no preço do arroz
De acordo com os dados divulgados, o preço médio do arroz recuou 19 ienes (aproximadamente US$ 0,13) em relação à semana anterior, chegando a 4.214 ienes (US$ 28,52) para uma embalagem de 5 kg. Embora a diminuição seja um alívio para os consumidores, o preço ainda permanece muito mais alto do que o verificado no ano passado.
Medidas governamentais para conter os custos
Em resposta aos preços elevados, o governo japonês, sob a liderança do primeiro-ministro Shigeru Ishiba, adotou medidas extraordinárias para aliviar a pressão sobre os consumidores. Em março, foi autorizada a liberação de arroz estocado para o mercado, uma ação inédita com o objetivo de aumentar a oferta e, assim, reduzir os preços. Essa medida, que se mostrou eficaz em moderar os custos, seguirá sendo implementada mensalmente até julho deste ano.
Projeção para os próximos meses
A expectativa é que, com a liberação contínua dos estoques, o preço do arroz siga apresentando variações mais controladas. Contudo, o grão ainda enfrenta desafios de produção e distribuição que podem manter os preços mais altos do que o habitual por um período considerável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Conheça a história de uma aquicultora que vive na região da pérola do Tapajós
Era apenas um passatempo em 2009, mas, aos poucos, ganhou espaço na rotina e se transformou em uma atividade que hoje envolve toda a família. Vilma Clea Oliveira da Silva, 64 anos, começou a criar peixes em uma barragem de grande porte sem pretensão comercial, para consumo próprio e para observar o desenvolvimento dos animais. Foi justamente a curiosidade do que acontecia dentro dos tanques que despertou o interesse pela aquicultura. Com o passar do tempo, a observação do dia a dia e o rendimento da criação fizeram com que ela percebesse que havia uma possibilidade de trabalho. A experiência que nasceu de maneira simples levou Vilma a buscar conhecimento e a investir cada vez mais na criação de peixes.
É olhando exatamente para as águas da Amazônia que a aquicultora enxerga uma das maiores possibilidades para o futuro. Seu sonho é que os rios da região possam ser mais bem aproveitados, sempre dentro das regras ambientais e de forma responsável. “Nós temos dois grandes rios, o Amazonas e o Tapajós”, destaca ao falar sobre o potencial que vê.
Esse olhar para o futuro também se estende à própria família. Os filhos seguem próximos da aquicultura e ajudam de maneiras diferentes. A filha, que está se formando em medicina, contribui principalmente na parte clínica e laboratorial, enquanto o filho participa das atividades práticas do dia a dia relacionadas ao cultivo nos tanques. Assim, aquilo que começou como uma experiência pessoal foi gradualmente se tornando também uma vivência compartilhada entre gerações.

- Vilma Clea Oliveira da Silva
Se a continuidade da atividade passa pela família, Vilma acredita que também depende de quem está chegando agora. Para os jovens que pensam em trabalhar com aquicultura, ela recomenda buscar conhecimento e qualificação. Há caminhos de formação ligados à área, como o curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e capacitações em Aquicultura oferecidas pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Investir em conhecimento significa também ampliar a capacidade de quem trabalha diretamente com a criação de peixes e de quem poderá ajudar outros produtores a enfrentarem os desafios da atividade.
Aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos com alimentação controlada, monitoramento constante e boas práticas de produção. A atividade pode ser realizada em águas marinhas e continentais. Dentro de espaços como rios, lagos, reservatórios, utilizando água destes em viveiros escavados em terra ou em aquários. Há diversas formas de cultivo e diversas espécies.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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