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Preço do arroz recua mais de 50% em um ano e indústria adota compras pontuais, aponta Cepea
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Média do arroz em outubro tem forte retração anual
O preço do arroz em casca segue em trajetória de queda no mercado brasileiro. De acordo com dados do Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista), a média de outubro foi de R$ 58,00 por saca de 50 kg, o que representa recuo de 6,2% em relação a setembro e queda de 51,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Em termos nominais, o acumulado de 2025 aponta uma desvalorização de 43,2%, refletindo um cenário de preços significativamente mais baixos para os produtores do cereal no Rio Grande do Sul — principal estado produtor do país.
Setor industrial reduz ritmo de compras e adota postura cautelosa
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado segue marcado pela cautela, diante das incertezas quanto às medidas anunciadas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
Indústrias consultadas pelo Cepea relataram uma forte redução no volume de vendas entre setembro e outubro, o que também resultou em menor interesse na compra de matéria-prima.
Diante desse cenário, as empresas adotaram uma estratégia de reposição pontual de estoques, comprando apenas o necessário para atender à demanda imediata, sem ampliar os volumes de aquisição.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Insumos agrícolas entram em alerta global com pressão de oferta e custos elevados
O mercado global de ingredientes ativos para defensivos agrícolas entra em uma nova fase, na qual o foco deixa de ser apenas o preço e passa a envolver fatores como disponibilidade de produtos, momento de compra e gestão de riscos. A avaliação é do executivo sênior de agronegócios Sebastian Camba, que destaca uma mudança relevante na dinâmica do setor, com impactos diretos para produtores e distribuidores.
No segmento de herbicidas, os preços seguem em trajetória de alta, impulsionados principalmente pelo aumento dos custos. A valorização do petróleo eleva despesas com energia e logística, enquanto a demanda permanece aquecida, influenciada pelo calendário de plantio na China e pela temporada agrícola internacional.
Além disso, restrições ambientais vêm limitando a produção, levando empresas a reduzir vendas e, em alguns casos, suspender cotações. Muitos fabricantes já operam com pedidos comprometidos até meados ou final de maio, caracterizando um mercado mais controlado, embora não necessariamente mais caro.
Entre os inseticidas, o cenário é ainda mais pressionado. O aumento dos custos de insumos básicos, a oferta restrita e a demanda sazonal resultam em elevações generalizadas nos preços, além de maior pressão sobre prazos de entrega e seletividade na aceitação de novos pedidos. O movimento indica que o setor já entrou em um novo ciclo de preços elevados.
Um exemplo é o clorantraniliprole, que registrou alta de 25% no preço FOB na China em apenas três semanas, evidenciando a intensidade das pressões no mercado.
Já os fungicidas apresentam maior estabilidade em comparação aos demais segmentos, embora com sinais de pressão crescente. Ajustes graduais nos preços das matérias-primas, estoques baixos e pedidos estendidos até maio indicam um mercado menos volátil, porém com fundamentos ainda tensionados.
As negociações também se tornam mais diretas, refletindo um ambiente de maior cautela na cadeia.
Três fatores estruturais explicam o atual cenário de alerta no mercado de insumos agrícolas: os impactos geopolíticos sobre energia e logística, as restrições produtivas na China e a estratégia das fabricantes de priorizar pedidos existentes e controlar preços.
Esse conjunto de elementos resulta em um ambiente com maior controle da oferta e aumento do risco na cadeia de suprimentos, em que a decisão mais estratégica passa a ser o momento da compra, e não apenas o custo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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