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Preço do boi gordo sobe em junho na maioria das regiões, impulsionado por demanda e oferta ajustada

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O mercado físico do boi gordo registrou valorização na maioria das regiões brasileiras ao longo de junho, refletindo um cenário de escalas de abate mais curtas e maior procura por parte dos frigoríficos, especialmente na primeira metade do mês.

Primeira quinzena com alta mais forte nos preços

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, da Consultoria SAFRAS & Mercado, a alta dos preços da arroba foi mais intensa nos primeiros 15 dias de junho, quando as escalas de abate estavam apertadas, forçando a indústria a pagar mais para garantir o abastecimento.

Já na segunda metade do mês, os frigoríficos retomaram o poder de barganha, reduzindo o ritmo de alta e pressionando os pecuaristas, o que diminuiu a força do movimento de valorização.

Oferta deve aumentar em julho, mas exportações continuam firmes

A expectativa para julho é de boa disponibilidade de animais terminados em regime intensivo, incluindo contratos a termo e confinamentos próprios, o que pode ampliar a oferta no mercado.

No entanto, segundo Iglesias, o fator que pode conter quedas mais acentuadas nos preços é a forte demanda externa pela carne bovina brasileira, que segue aquecida e é considerada uma variável importante para sustentar o mercado.

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Preços da arroba nas principais praças – 3 de julho

Confira os valores da arroba do boi gordo (modalidade a prazo) nas principais regiões produtoras, com comparação ao dia 29 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 310,00 — estabilidade
  • Uberaba (MG): R$ 300,00 — alta de 5,3% (ante R$ 285,00)
  • Goiânia (GO): R$ 295,00 — aumento de 1,7% (ante R$ 290,00)
  • Dourados (MS): R$ 310,00 — variação positiva de 1,7% (ante R$ 305,00)
  • Cuiabá (MT): R$ 315,00 — elevação de 5% (ante R$ 300,00)
Exportações em alta sustentam mercado

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada movimentaram US$ 917,05 milhões em junho, com média diária de US$ 65,50 milhões, de acordo com dados preliminares do governo até 22 de junho.

No período, o país exportou 168,84 mil toneladas, com média diária de 12,06 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.431,60.

Em comparação com junho de 2023, houve:

  • Alta de 52,4% no valor médio diário exportado
  • Crescimento de 25,3% na quantidade média diária
  • Avanço de 21,6% no preço médio da tonelada
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O cenário aponta para um mercado ainda sustentado pela demanda externa, apesar do aumento esperado na oferta interna. A eficiência na gestão de escala pelos frigoríficos e o comportamento das exportações seguirão como fatores decisivos para a formação dos preços da arroba nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fortaleza recebe agenda de fortalecimento da pesca e da aquicultura

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta terça-feira (29) uma agenda em Fortaleza (CE) voltada ao fortalecimento da pesca e da aquicultura no estado. A programação reuniu a apresentação do Pronaf Azul a pescadores artesanais e marisqueiras, a entrega de certificados do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC), uma visita à Universidade Federal do Ceará (UFC) e uma reunião com representantes do setor industrial. 

Pela manhã, na Secretaria da Pesca e Aquicultura do Ceará, o ministro participou da apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito voltada aos pescadores e demais trabalhadores das águas, além da entrega dos certificados do PROPESC. Em mensagem direcionada aos pescadores cearenses, Edipo destacou a importância de ampliar o acesso às políticas de crédito para o setor. “Essa linha de crédito tira da invisibilidade o público dos homens e mulheres das águas. Pela primeira vez, nós temos um plano safra recorde com R$ 85 bilhões, mas que tem uma linha voltada aos homens e mulheres que trabalham com o alimento que vem das águas”, afirmou o ministro. 

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O Pronaf Azul contempla três linhas de crédito direcionadas ao público da pesca e da aquicultura: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Costeiro. Durante a agenda, o ministro também reforçou a orientação para que pescadores busquem as instituições financeiras acompanhados de técnicos ou extensionistas, de forma a apresentar os projetos e acessar os recursos destinados ao desenvolvimento sustentável das atividades. 

Ciência e formação na UFC 

Na segunda parte da agenda, Edipo visitou a Universidade Federal do Ceará (UFC), que conta com quatro projetos apoiados financeiramente pelo Ministério da Pesca e Aquicultura. A programação incluiu conversa com os coordenadores dos projetos, visita às iniciativas e uma roda de conversa com estudantes. 

A agenda na universidade reforça a integração entre políticas públicas, pesquisa e formação profissional. Segundo o ministro, os investimentos em ciência e inovação são fundamentais para fortalecer as políticas voltadas à pesca e à aquicultura. “Política pública boa e robusta só faz com ciência, inovação, tecnologia e pesquisa”, afirmou Edipo. Ele também destacou a importância da participação dos estudantes, que, segundo ele, representam o futuro do setor. 

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Diálogo com o setor industrial 

No fim do dia, o ministro se reuniu com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca do Estado do Ceará (SINDIFRIO-CE). O encontro foi dedicado à discussão das principais demandas e desafios do setor. 

Entre os temas da agenda esteve o Plano Brasil Soberano, apresentado pelo ministro como uma iniciativa voltada à proteção da indústria brasileira diante de impactos econômicos. Edipo também destacou a estratégia de diversificação dos mercados para as exportações brasileiras, com aproximação de países da América do Sul, além dos mercados asiático, africano e europeu. 

A agenda em Fortaleza integra as ações do Governo Federal para aproximar políticas públicas, setor produtivo, instituições de pesquisa e trabalhadores da pesca e da aquicultura, ampliando as oportunidades de desenvolvimento e sustentabilidade para a atividade no Ceará. 

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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