AGRONEGOCIOS
Preço dos Ovos Registra Alta no Início de 2025 e Impacta Consumidor do Sudeste
AGRONEGOCIOS
Os consumidores brasileiros enfrentaram um aumento significativo nos preços dos ovos no mês de fevereiro, conforme revelou o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, especializada em soluções tecnológicas para gestão da cadeia de consumo. O levantamento aponta que o preço médio do ovo teve um aumento de 23,3%, passando de R$ 0,93, em janeiro, para R$ 1,15 no mês de fevereiro.
Anna Fercher, coordenadora de atendimento ao cliente e dados estratégicos da Neogrid, explica que o crescimento no preço dos ovos é reflexo de uma oferta restrita, impulsionada por fatores como condições climáticas desfavoráveis, que prejudicam a postura das galinhas, e o aumento dos custos de produção. “Além disso, a demanda continua alta, tanto no mercado interno quanto no externo, o que pressiona ainda mais os preços. Nos próximos meses, a sazonalidade da Quaresma pode intensificar essa tendência, dado o aumento no consumo do produto”, comenta.
Além dos ovos, o preço do café em pó e grãos também subiu 7%, passando de R$ 58,68 no início do ano para R$ 62,78 em fevereiro. A carne suína, que já havia mostrado variações nos meses anteriores, registrou uma alta de 2,6%, alcançando R$ 20,16 em fevereiro, após oscilações nos meses de dezembro e janeiro.
Os preços do leite, tanto na versão em pó quanto UHT, também apresentaram aumentos modestos de 0,8% e 0,3%, respectivamente. Em contraste, as categorias que mais registraram quedas nos preços foram: feijão (-7,0%), óleo de soja (-5,8%), farinha de mandioca (-5,1%), arroz (-4,0%) e carne bovina (-3,7%).
Maiores Aumentos de Preço em 2025
No acumulado do ano até fevereiro, os ovos lideraram as maiores altas de preço em todo o Brasil, com um aumento de 25,9%, saindo de R$ 0,91, em dezembro de 2024, para R$ 1,15 em fevereiro. O café em pó e grãos ficou em segundo lugar, com uma alta de 16,5%. Seguiram-se a água mineral (1,8%), leite em pó (1,3%) e xampu (0,6%).
Variações de Preços no Sudeste
Na região Sudeste, as maiores altas de preços ocorreram nos ovos (26,7%), café em pó e grãos (6,4%), carne suína (5,8%), água mineral (2,0%) e leite em pó (1,4%). Por outro lado, as maiores quedas de preços foram observadas em feijão (-7,5%), óleo de soja (-5,1%), carne bovina (-5,0%), desinfetante (-4,4%) e arroz (-3,7%).
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais
As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.
Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.
Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.
Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro
De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.
Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.
O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:
- 71% das exportações brasileiras de café;
- 30,5% dos produtos apícolas;
- 20,4% dos lácteos;
- 12,8% das rações para animais;
- 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.
Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.
Café continua liderando exportações
O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.
Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.
Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.
Complexo soja mantém segunda posição
O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.
As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.
Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.
Carnes lideram crescimento entre os principais setores
O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.
As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.
A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.
Complexo sucroalcooleiro registra retração
As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.
O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.
A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.
União Europeia permanece principal destino
A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.
O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.
Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.
O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.
Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.
Mercosul amplia volume importado
Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.
Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.
A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.
Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.
Perspectiva
Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba

