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Preços da carne suína reagem com expectativa de maior consumo no fim do ano

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Os preços da carne suína registraram recuperação consistente nesta semana, tanto no mercado do animal vivo quanto nos principais cortes vendidos no atacado. Analistas atribuem o movimento à melhora no ritmo de reposição entre varejo e atacado e às expectativas positivas de consumo para as próximas semanas.

Reposição melhora e demanda deve crescer com 13º salário e festas

De acordo com Allan Maia, analista da Safras & Mercado, o cenário atual indica avanço gradual na reposição de estoques, impulsionado por três fatores principais:

  • Preços elevados das proteínas concorrentes, como carne bovina e frango;
  • Entrada do 13º salário, que reforça o poder de compra do consumidor;
  • Aproximação das festividades de fim de ano, que tradicionalmente ampliam o consumo de proteína animal.

Apesar da recuperação nos preços, Maia explica que os frigoríficos ainda mantêm certa cautela.

“Os frigoríficos avançam nas compras do animal vivo, mas aguardam um aumento mais firme no escoamento da carne”, afirma.

Segundo ele, os produtores relatam oferta equilibrada e esperam novos reajustes no curto prazo. A exportação segue como o principal ponto positivo para o setor.

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Mercado interno: preços reagem em diversas regiões do país

O levantamento semanal da Safras & Mercado mostrou aumento em diferentes praças produtoras. Os principais destaques foram:

  • Médias nacionais
    • Suíno vivo: passou de R$ 7,88 para R$ 7,95/kg
    • Pernil no atacado: média de R$ 13,59/kg
    • Carcaça: média de R$ 12,69/kg
  • Principais estados e integrações
    • São Paulo
      • Arroba suína: de R$ 167,00 para R$ 168,00
    • Rio Grande do Sul
      • Integração: estável em R$ 6,75/kg
      • Mercado independente: de R$ 8,40 para R$ 8,45/kg
    • Santa Catarina
      • Integração: estável em R$ 6,70/kg
      • Mercado independente: de R$ 8,30 para R$ 8,40/kg
    • Paraná
      • Independente: de R$ 8,40 para R$ 8,50/kg
      • Integração: estável em R$ 6,90/kg
    • Mato Grosso do Sul
      • Campo Grande: estável em R$ 8,00/kg
      • Integração: R$ 6,70/kg
    • Goiás
      • Mercado interno: de R$ 8,00 para R$ 8,20/kg
    • Minas Gerais
      • Interior: de R$ 8,20 para R$ 8,50/kg
      • Independente: de R$ 8,50 para R$ 8,70/kg
    • Mato Grosso
      • Rondonópolis: estável em R$ 8,00/kg
      • Integração estadual: permanece em R$ 7,20/kg
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Exportações seguem como pilar de sustentação do setor

As exportações de carne suína in natura também contribuíram para o bom momento do setor. Nos primeiros cinco dias úteis de novembro, o Brasil:

  • Exportou 27,243 mil toneladas, com média diária de 5,448 mil toneladas;
  • Registrou receita de US$ 66,421 milhões, média diária de US$ 13,284 milhões;
  • Obteve preço médio de US$ 2.438,10/tonelada.

Comparações com novembro do ano passado indicam leve retração:

  • Valor médio diário: -7,7%
  • Volume médio diário: -3,8%
  • Preço médio: -4%

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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