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Preços de alimentos e bebidas caem pelo quarto mês consecutivo no Paraná, aponta Ipardes

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O Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR) registrou queda de 0,33% em setembro, marcando o quarto mês seguido de retração nos preços dos produtos pesquisados. As quedas anteriores foram de 0,53% em junho, 0,72% em julho e 0,58% em agosto.

No acumulado de 2025, o índice apresenta variação de 1,51%, enquanto nos últimos 12 meses, a inflação de alimentos e bebidas atingiu 5,98%, 1,47 ponto percentual inferior à última apuração.

Principais produtos com redução de preços

Entre os produtos que mais registraram queda em setembro, destacam-se:

  • Tubérculos e raízes: -11,64%
  • Hortaliças e verduras: -6,3%
  • Cereais: -2,37%

Produtos específicos que tiveram reduções significativas foram pepino, abobrinha, cebola, tomate, batata-inglesa, melancia, couve, alface e alho.

Por outro lado, algumas frutas tiveram aumento nos preços, como a banana-caturra, que subiu 15,95%, devido à baixa produtividade causada por alterações climáticas.

Acumulado em 12 meses evidencia ajustes e quedas

No período de outubro de 2024 a setembro de 2025, os principais aumentos de preços foram registrados em:

  • Carne bovina: +21,56%
  • Bebidas e infusões: +13,57%
  • Carne suína: +12,87%
  • Ovos de galinha: +10,61%
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Por outro lado, cereais (-24,50%), tubérculos, raízes e legumes (-19,31%), frutas (-9,79%) e pescados (-2,12%) foram os grupos que ajudaram a conter a inflação. Em 2025, os destaques para redução foram frutas (-6,68%), óleos e gorduras (-4,78%) e cereais (-23,94%).

Desempenho regional do índice no Paraná

A queda de setembro refletiu-se em todos os municípios pesquisados. Os destaques foram:

  • Umuarama: -0,69%
  • Guarapuava: -0,47%
  • Curitiba: -0,35%
  • Londrina: -0,34%
  • Londrina: -0,34%
  • Foz do Iguaçu: -0,29%
  • Maringá: -0,27%
  • Ponta Grossa: -0,22%
  • Cascavel: -0,19%
  • Pato Branco: -0,15%

O pepino e a abobrinha apresentaram quedas expressivas em todas as cidades. Em Pato Branco, o pepino caiu 33,28%, enquanto em Curitiba, a redução foi de 30,91%. Já a abobrinha registrou recuo de 20,99% em Londrina e 19,31% em Maringá.

Metodologia do IPR – Alimentos e Bebidas

O IPR – Alimentos e Bebidas é calculado mensalmente pelo Ipardes, com base em 91 produtos distribuídos em 18 subgrupos, abrangendo nove municípios do Paraná: Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama.

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Os preços são extraídos de 2,5 milhões de registros de Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônica (NFC-e) emitidas por 583 estabelecimentos comerciais. A cesta de produtos reflete o padrão de consumo das famílias brasileiras, de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de arroz cai no Brasil e acende alerta no setor

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O consumo de arroz no Brasil vem passando por transformações relevantes nas últimas décadas, refletindo mudanças no comportamento alimentar da população e nas exigências do consumidor moderno. Embora o grão continue presente na rotina dos brasileiros, ele perdeu espaço e protagonismo na dieta diária, o que preocupa o setor.

A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, ao analisar a queda no consumo per capita do alimento ao longo do tempo.

Consumo per capita de arroz registra queda significativa

De acordo com dados apresentados na análise, o consumo anual de arroz no país caiu de cerca de 45 quilos por pessoa para menos de 30 quilos ao longo de aproximadamente 40 anos.

Mais do que uma simples redução numérica, essa mudança indica uma transformação na percepção do consumidor em relação ao produto, que deixou de ocupar uma posição central na alimentação cotidiana.

Mudança no perfil do consumidor impacta demanda

O avanço de novos hábitos alimentares tem influenciado diretamente o consumo de arroz. Produtos que oferecem praticidade, apelo à saudabilidade e diferenciação ganharam espaço no mercado, atendendo a um consumidor mais exigente e informado.

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Nesse contexto, o arroz manteve, em grande parte, uma imagem tradicional, com menor adaptação às novas demandas. Essa falta de reposicionamento contribuiu para a perda de relevância frente a alimentos que dialogam melhor com as tendências atuais.

Arroz segue presente, mas perde protagonismo

Apesar da redução no consumo, o arroz continua sendo um item importante na mesa dos brasileiros. No entanto, sua participação já não é tão dominante quanto no passado.

Outros produtos passaram a ocupar espaço ao oferecer conveniência e inovação, atributos cada vez mais valorizados pelo consumidor contemporâneo.

Setor enfrenta desafio de reconquistar o consumidor

Diante desse cenário, a cadeia produtiva do arroz enfrenta o desafio de se aproximar mais do consumidor final. A discussão vai além do aumento da oferta e envolve a necessidade de revisar estratégias de comunicação, posicionamento e inovação.

A análise indica que reconquistar a preferência do consumidor será essencial para recuperar relevância no mercado.

Competitividade exige adaptação contínua

Em um ambiente cada vez mais competitivo e dinâmico, o protagonismo de um produto não é garantido. Ele precisa ser construído continuamente, acompanhando as mudanças no comportamento alimentar e as novas exigências do mercado.

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Para o setor de arroz, o momento exige adaptação e reposicionamento estratégico, com foco em atender às expectativas de um consumidor mais atento à praticidade, à qualidade e à informação sobre o que consome.

A tendência observada reforça a necessidade de evolução do setor, que precisará investir em inovação e comunicação para manter o arroz competitivo e relevante no cenário alimentar brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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