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Preços do algodão recuam no Brasil e no exterior em agosto, aponta relatório Agro Mensal do Itaú BBA

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O preço do algodão registrou queda em agosto, tanto em Nova York quanto no mercado brasileiro, segundo o relatório Agro Mensal da Consultoria Agro do Itaú BBA. Nos Estados Unidos, a pluma caiu 1%, para USDc 65,6/lb, operando em um intervalo estreito de USDc 65-67/lb desde o início do ano. No Brasil, a cotação da pluma em Rondonópolis recuou 2,7%, fechando o mês a R$ 3,81/lb, marcando o terceiro mês consecutivo de queda.

A pressão sobre os preços se deve a fatores como oferta global confortável, demanda estável, avanço da colheita no Brasil e preços do petróleo, que seguem pressionados.

Colheita brasileira avança, mas embarques recuam

Segundo a Conab, a colheita de algodão da safra 2024/25 atingiu 73%, abaixo dos 88% do mesmo período em 2024 e da média de cinco anos (87%). Mato Grosso e Bahia, principais produtores, registraram os maiores atrasos.

Os embarques em agosto somaram 77 mil toneladas, queda de 33% em relação ao mesmo mês de 2024, marcando o pior início de temporada desde 2022/23, quando foram exportadas 64 mil toneladas.

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Para a safra 2025/26, com produção recorde estimada em 4,7 milhões de toneladas, há expectativa de avanço dos embarques para 3,1 milhões de toneladas de pluma, apesar do cenário desafiador para o algodão brasileiro.

Balanço global mantém pressão sobre os preços

O USDA revisou a safra de algodão 2025/26 nos EUA, com alta na produtividade e redução da área colhida, estimada agora em 3 milhões de hectares. A produção americana foi ajustada para 2,9 milhões de toneladas, com estoques finais em 0,8 milhão de toneladas, 22% abaixo da projeção de julho.

Apesar da queda no estoque final, a estabilidade do consumo global mantém estoques acima da média das últimas cinco safras, sustentando a pressão sobre os preços da pluma.

Fatores externos e comerciais influenciam a cotação

A prorrogação da isenção de tarifas de importação de algodão pela Índia até 31 de dezembro, após a imposição de tarifa de 25% sobre têxteis e vestuário indianos pelos EUA, pode estimular as importações indianas e trazer algum suporte ao preço da pluma.

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No entanto, fatores como estoques globais confortáveis, fraco crescimento econômico mundial e incertezas comerciais, aliados à perspectiva de queda nos preços do petróleo, sugerem maior tendência de manutenção ou recuo dos preços do algodão do que de valorização.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil

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O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.

O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.

Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP nas exportações

A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.

Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.

A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.

Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual

Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.

A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.

Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.

Preço médio do açúcar recua no mercado externo

O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.

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O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.

O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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