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Preços do arroz em casca caem ao menor nível desde janeiro de 2022, aponta Cepea

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O arroz em casca registrou queda histórica nos preços nesta primeira semana de setembro, segundo dados do Cepea/IRGA-RS. O Indicador, com 58% de grãos inteiros e pagamento à vista, fechou a semana em R$ 66,52 por saca, o menor valor em termos reais desde janeiro de 2022, considerando o deflacionamento pelo IGP-DI.

Recorde de produção mantém excedente interno elevado

Pesquisadores do Cepea explicam que, mesmo com o bom desempenho das exportações – em agosto, o volume embarcado foi o maior em quase dois anos – o recorde de produção da safra 2024/25 mantém o excedente interno alto, pressionando os preços do cereal.

Consumo interno estável e exportações limitadas impactam cotações

O consumo interno do arroz segue estável, e a competitividade do arroz brasileiro no mercado externo é menor, contribuindo para a desvalorização da matéria-prima. Compradores consultados pelo Cepea afirmam que a comercialização do arroz beneficiado continua restrita, mantendo a pressão sobre o preço do grão.

Muitas indústrias têm dado preferência a estoques já armazenados em unidades de beneficiamento, evitando aquisições externas, o que reforça a tendência de preços mais baixos.

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Produtores adotam estratégias diferentes diante do mercado

Entre os produtores, há posturas divergentes: alguns mantêm estoques na expectativa de preços melhores, enquanto outros buscam vender. Apesar da proximidade do período de preparo do solo para a nova safra e da necessidade de aquisição de insumos, os orizicultores não têm acelerado as vendas, contribuindo para o cenário de oferta elevada.

Perspectivas para os próximos meses

A combinação de excedente interno, exportações competitivas limitadas e consumo estável deve manter os preços do arroz pressionados nos próximos meses, apontam os especialistas do Cepea.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rainha das águas no inverno: Aprenda a fazer tainha ao molho

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A tainha pode ser feita assada, frita, ensopada, em caldo, com feijão ou feita no feijão, como alguns catarinenses costumam consumir. Esta é uma receita de tainha ao molho com um preparo acessível, cheio de caldo e perfeito para acompanhar arroz branco.

Ingredientes

1 quilo e meio de tainha;
1 unidade de limão espremido;
300 gramas de molho de tomate;
200 ml de leite de coco;
1 unidade de cebola cortada em rodelas finas;
1 unidade de pimentão cortado em rodelas finas;
1 unidade de pimentão vermelho cortado em rodelas finas;
sal, alecrim e pimenta-do-reino a gosto;

Modo de Preparo

1.Tempere a tainha com suco de limão, sal, pimenta do reino, alecrim e deixe descansar por alguns minutos;
2.Em uma travessa, coloque camadas do peixe, da cebola e dos pimentões, alternando entre as camadas;
3.Em outra vasilha misture o molho de tomate e o leite de coco;
4.Despeje a mistura sobre o peixe na travessa;
5.Leve ao forno pré-aquecido em 180ºC, por 45 minutos, ou até que o molho esteja fervendo;
6.Retire o refratário cuidadosamente e sirva.

Opcional: acrescentar uma porção de purê de batata ou arroz branco e salada

Produção pesqueira

Tainha é o nome popular dado a várias espécies de peixes da família dos mugilídeos, que engloba mais de 70 espécies, distribuídas em 20 gêneros. No Brasil, muitas espécies são conhecidas também pelos nomes de parati, saúna, curimã, tapiara, targana, cambira, muge, fataça, entre outros. A temporada de pesca da tainha (Mugil liza) no Brasil concentra-se nos litorais das regiões Sul e Sudeste entre maio e julho, quando grandes cardumes sobem do Sul em direção ao Sudeste para reprodução.

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A tainha (Mugil liza) é um importante recurso pesqueiro para os pescadores(as) da região Sul e Sudeste do Brasil. O estado de Santa Catarina, possui uma costa de 531 km (7% do litoral brasileiro), é o estado que mais captura tainha no cenário nacional, sendo responsável por 45% da captura. Em seguida, aparece o Rio Grande do Sul, com 30%. Ou seja, apenas os dois estados respondem por 3/4 da produção no país.

O esforço de captura é dividido por diferentes modalidades: pesqueiras, artesanais, industriais e amadores. Dentre as modalidades artesanais, pode-se citar o arrasto de praia, emalhe costeiro (rede de emalhe liso e anilhado) e a pesca com redes de emalhe no Estuário da Lagoa dos Patos. Além disso, diversos pescadores capturam a espécie ao longo das lagoas e lagunas utilizando a tarrafa. Por outro lado, a pesca industrial se caracteriza pela prática de cerco, utilizando embarcações do tipo traineira.

A pesca da tainha tem grande relevância social e cultural, onde a prática é também reconhecida como patrimônio imaterial em diversas localidades do litoral sul e sudeste. A produção oriunda das capturas garante fonte de emprego e renda, segurança alimentar e nutricional, dando continuidade à uma prática que emerge como herança dos saberes indígenas, afro-brasileiros e açorianos. Parte significativa da produção visa à exportação de ovas, considerada iguaria em diversos países, por meio de preparos como a bottarga (ovas salgadas e secas).

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O Governo Federal reforça a importância da comida na mesa de quem precisa. De 2023 a 2025, houve redução da insegurança alimentar para menos de 2,5%. É a retomada do combate à fome e à pobreza. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), o Brasil não está mais no mapa da fome. Esta é a segunda vez que o governo retira o país dessa condição: a primeira foi em 2014.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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