CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Preços do Arroz em Casca Têm Queda Mais Lenta, Apontam Pesquisadores do Cepea

Publicados

AGRONEGOCIOS

A recente desaceleração na queda dos preços do arroz em casca pode indicar um movimento de reequilíbrio entre oferta e demanda no mercado nacional, segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Embora o recuo nas cotações ainda esteja presente, o ritmo mais lento sugere uma nova dinâmica no setor, impulsionada por diferentes fatores estruturais e conjunturais.

Desaceleração nas Quedas Pode Sinalizar Estabilização

Pesquisadores do Cepea observam que, nos últimos dias, os preços do arroz em casca passaram a cair com menor intensidade. Esse comportamento pode refletir um maior alinhamento entre a quantidade disponível do grão e a demanda dos compradores, ainda que a liquidez do mercado continue baixa.

Baixa Liquidez e Atraso no Repasse de Preços

A comercialização segue enfraquecida, conforme mostram os levantamentos do Cepea. Os compradores permanecem retraídos, enfrentando dificuldades para repassar os preços do arroz em casca para o produto beneficiado. Já os produtores, por sua vez, também limitam as negociações no mercado spot. Essa postura se deve tanto à insatisfação com as cotações atuais quanto ao foco nas atividades de campo neste período.

Leia Também:  Exportações brasileiras de suco de laranja iniciam safra 2025/26 em ritmo lento
Perspectiva de Demanda Internacional Reforçada

Em meio ao atual cenário internacional, especialmente com a imposição de novas taxações sobre o arroz nos Estados Unidos, agentes de mercado consultados pelo Cepea demonstram expectativa de crescimento nas exportações brasileiras. A possível ampliação da demanda externa pode vir a beneficiar o cereal nacional.

Oferta Interna em Alta e Estoques Devem Crescer

O aumento da oferta interna também chama atenção. De acordo com o relatório de março da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de arroz em casca na safra 2024/25 está estimada em 12,14 milhões de toneladas, um avanço de 14,75% em relação à temporada anterior (2023/24).

Com importações projetadas em 1,4 milhão de toneladas, a disponibilidade interna — composta pelo estoque inicial, produção e importações — deve alcançar 14 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 13,77% sobre a safra passada. Esse volume ampliado tende a elevar os estoques de passagem até fevereiro de 2026, influenciando diretamente as dinâmicas de mercado ao longo dos próximos meses.

Leia Também:  Produtividade da batata na Chapada Diamantina se recupera em maio após clima desfavorável

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

Publicados

em

A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

Leia Também:  Doenças respiratórias em equinos: como influenza e garrotilho afetam a performance dos animais
Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

Leia Também:  Tributação das Letras de Crédito do Agronegócio pode impactar crédito rural e elevar preços dos alimentos, alerta especialista

Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA