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Preços do Arroz em Casca Têm Queda Mais Lenta, Apontam Pesquisadores do Cepea
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A recente desaceleração na queda dos preços do arroz em casca pode indicar um movimento de reequilíbrio entre oferta e demanda no mercado nacional, segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Embora o recuo nas cotações ainda esteja presente, o ritmo mais lento sugere uma nova dinâmica no setor, impulsionada por diferentes fatores estruturais e conjunturais.
Desaceleração nas Quedas Pode Sinalizar Estabilização
Pesquisadores do Cepea observam que, nos últimos dias, os preços do arroz em casca passaram a cair com menor intensidade. Esse comportamento pode refletir um maior alinhamento entre a quantidade disponível do grão e a demanda dos compradores, ainda que a liquidez do mercado continue baixa.
Baixa Liquidez e Atraso no Repasse de Preços
A comercialização segue enfraquecida, conforme mostram os levantamentos do Cepea. Os compradores permanecem retraídos, enfrentando dificuldades para repassar os preços do arroz em casca para o produto beneficiado. Já os produtores, por sua vez, também limitam as negociações no mercado spot. Essa postura se deve tanto à insatisfação com as cotações atuais quanto ao foco nas atividades de campo neste período.
Perspectiva de Demanda Internacional Reforçada
Em meio ao atual cenário internacional, especialmente com a imposição de novas taxações sobre o arroz nos Estados Unidos, agentes de mercado consultados pelo Cepea demonstram expectativa de crescimento nas exportações brasileiras. A possível ampliação da demanda externa pode vir a beneficiar o cereal nacional.
Oferta Interna em Alta e Estoques Devem Crescer
O aumento da oferta interna também chama atenção. De acordo com o relatório de março da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de arroz em casca na safra 2024/25 está estimada em 12,14 milhões de toneladas, um avanço de 14,75% em relação à temporada anterior (2023/24).
Com importações projetadas em 1,4 milhão de toneladas, a disponibilidade interna — composta pelo estoque inicial, produção e importações — deve alcançar 14 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 13,77% sobre a safra passada. Esse volume ampliado tende a elevar os estoques de passagem até fevereiro de 2026, influenciando diretamente as dinâmicas de mercado ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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