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Preços do boi gordo recuam com frigoríficos abastecidos e exportações em alta
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O mercado físico do boi gordo voltou a registrar queda nos preços ao longo desta semana. Segundo o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos estão com escalas de abate mais confortáveis em grande parte do país, já programadas para o restante de setembro.
A oferta adicional de animais oriundos de parcerias e contratos a termo tem sido decisiva para esse cenário, ampliando a disponibilidade e reduzindo a necessidade de novos negócios imediatos.
Câmbio influencia cenário de preços
Outro fator que pressiona as cotações é a valorização do real, em um ambiente de juros internos ainda elevados, o que torna o câmbio menos favorável para exportadores. Apesar disso, as vendas externas continuam sendo um dos principais pontos de suporte ao mercado, garantindo escoamento da produção e entrada de divisas.
Exportações de carne bovina sustentam demanda
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada somaram US$ 771,121 milhões nos primeiros 10 dias úteis de setembro, com média diária de US$ 77,112 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
No período, o volume embarcado atingiu 137,274 mil toneladas, com média diária de 13,727 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.617,40.
Em comparação com setembro de 2024, houve crescimento de 42,6% no valor médio diário exportado, avanço de 14,6% na quantidade média diária e elevação de 24,4% no preço médio da tonelada, reforçando o protagonismo do Brasil no comércio internacional de proteína bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil
O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.
O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.
Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.
Predomínio do açúcar VHP nas exportações
A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.
Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.
A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.
Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual
Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.
A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.
Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.
Preço médio do açúcar recua no mercado externo
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.
O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.
O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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