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Preços do café recuam nesta quarta-feira com movimento de realização de lucros

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Queda nos preços nesta quarta-feira (16)

O mercado cafeeiro iniciou a quarta-feira (16) com desvalorizações moderadas, impulsionadas por um movimento de realização de lucros. Os contratos futuros registraram quedas tanto para o café arábica quanto para o robusta.

Estoques baixos e cenário climático sustentam tendência de preços firmes

De acordo com boletim do Escritório Carvalhaes, a conjuntura global permanece pressionada por estoques reduzidos, tanto em países produtores quanto consumidores. Somado a isso, as adversidades climáticas persistem em diversas regiões produtoras, o que, em tese, sustentaria os preços. Contudo, o mercado ainda observa com cautela os possíveis impactos das negociações em torno da implementação das chamadas “tarifas recíprocas”.

Estoque interno quase esgotado preocupa o mercado brasileiro

O analista de mercado e sócio-diretor da Pine Agronegócios, Vicente Zotti, destaca que o Brasil vive um momento de estoques praticamente zerados de café conilon/robusta e de disponibilidade muito limitada de café arábica. Segundo dados levantados pela consultoria, diante de uma produção estimada em 38 milhões de sacas de arábica e 24 milhões de conilon, com 40 milhões de sacas destinadas à exportação e 20,9 milhões ao consumo interno, o país registrará os menores níveis de estoque da série histórica.

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Desempenho dos contratos futuros do café arábica

Por volta das 8h40 (horário de Brasília), os contratos futuros do café arábica operavam com as seguintes variações:

  • Maio/25: queda de 140 pontos, cotado a 368,00 cents por libra-peso;
  • Julho/25: recuo de 155 pontos, a 365,60 cents/lbp;
  • Setembro/25: desvalorização de 175 pontos, a 359,60 cents/lbp;
  • Dezembro/25: perda de 140 pontos, cotado a 352,65 cents/lbp.
Desempenho dos contratos futuros do café robusta

No mesmo horário, os contratos do café robusta apresentavam recuos nos seguintes vencimentos:

  • Maio/25: baixa de US$ 20, negociado a US$ 5.353 por tonelada;
  • Julho/25: queda de US$ 14, a US$ 5.326/t;
  • Setembro/25: desvalorização de US$ 17, cotado a US$ 5.255/t;
  • Novembro/25: baixa de US$ 19, a US$ 5.180/t.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil

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O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.

O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.

Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP nas exportações

A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.

Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.

A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.

Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual

Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.

A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.

Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.

Preço médio do açúcar recua no mercado externo

O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.

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O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.

O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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