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Preços do Etanol em SP Sobem com Vendedores Firmes e Safra Próxima do Fim
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Os preços do etanol no estado de São Paulo registraram alta na última semana, de acordo com levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A valorização dos produtos foi impulsionada principalmente pela postura firme dos vendedores, que mantiveram ofertas consistentes apesar da cautela dos compradores.
Fim da safra reforça sustentação das cotações
Outro fator que contribuiu para a alta foi a proximidade do encerramento da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul, que restringe a oferta e aumenta a firmeza dos preços. Segundo o Cepea, muitos compradores continuam aguardando movimentos do mercado antes de fechar negócios, especialmente após a redução do preço da gasolina A anunciada pela Petrobras no dia 20 de outubro.
Indicadores do Cepea/ESALQ mostram crescimento
Entre os dias 20 e 24 de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado em São Paulo fechou em R$ 2,7527/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), registrando alta de 0,59% em relação à semana anterior. Já o etanol anidro teve aumento de 1,07%, atingindo R$ 3,1411/litro (valor líquido de impostos, sem PIS/Cofins).
Etanol segue competitivo mesmo com desvalorização do petróleo
Pesquisadores do Cepea destacam que, apesar da recente queda nos preços do petróleo, o etanol continua competitivo no estado de São Paulo, mantendo seu papel estratégico no abastecimento e na matriz energética do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Safra de soja dos EUA avança com clima favorável e USDA projeta produção recorde em 2026/27
O mercado global da soja acompanha com atenção o avanço da safra 2026/27 nos Estados Unidos. Beneficiados por condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras, os agricultores norte-americanos mantêm ritmo acelerado de plantio, reforçando as projeções de uma colheita robusta e ampliando as expectativas de aumento da oferta mundial do grão.
De acordo com análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a semeadura da nova safra alcançou 87% da área estimada até o último levantamento, registrando avanço semanal de oito pontos percentuais.
O desempenho supera os índices observados no mesmo período da temporada anterior e confirma a boa evolução dos trabalhos de campo em um dos principais produtores e exportadores de soja do mundo.
Plantio supera média histórica
Segundo o Imea, cerca de 65% das áreas cultivadas já apresentavam emergência das plantas, percentual semelhante ao registrado na safra passada.
O destaque, porém, está na velocidade do plantio. O avanço atual está quatro pontos percentuais acima do ritmo observado na safra 2025/26 e aproximadamente 8,75 pontos percentuais superior à média dos últimos cinco anos.
As condições climáticas favoráveis têm sido determinantes para esse resultado. Chuvas regulares e temperaturas adequadas nas regiões produtoras do Meio-Oeste norte-americano contribuíram para o bom estabelecimento das lavouras e reduziram preocupações iniciais relacionadas ao desenvolvimento da safra.
USDA estima aumento da produção norte-americana
O cenário positivo para as lavouras também foi refletido nas projeções mais recentes do USDA.
No relatório de oferta e demanda mundial, o órgão estimou a produção de soja dos Estados Unidos em 120,70 milhões de toneladas para a temporada 2026/27. O volume representa crescimento de 4,06% em comparação com a safra anterior.
Caso a projeção se confirme, os Estados Unidos ampliarão sua participação na oferta global de soja, fortalecendo a disponibilidade do grão no mercado internacional em um momento de forte concorrência entre os principais países exportadores.
Mercado acompanha demanda chinesa
Além do potencial produtivo norte-americano, outro fator que influencia o comportamento dos preços é a demanda da China, maior compradora mundial de soja.
Segundo a avaliação do Imea, a ausência de novas aquisições significativas por parte dos chineses mantém o mercado em compasso de espera. A combinação entre expectativa de produção elevada e demanda internacional ainda sem grandes novidades contribui para um ambiente de pressão sobre as cotações futuras.
Na Bolsa de Chicago, principal referência global para a formação dos preços da soja, investidores monitoram de perto o desenvolvimento climático das lavouras e os movimentos de compra dos importadores asiáticos.
Maior oferta global pode limitar recuperação dos preços
Com o avanço da safra norte-americana e as projeções de aumento da produção, o mercado passa a trabalhar com a possibilidade de uma oferta global mais confortável nos próximos meses.
Esse cenário tende a limitar movimentos mais expressivos de valorização das cotações internacionais, especialmente se as condições climáticas permanecerem favoráveis durante as fases de desenvolvimento e enchimento de grãos das lavouras nos Estados Unidos.
Para produtores e agentes do mercado, o comportamento da demanda chinesa, o clima durante o verão norte-americano e as perspectivas para as exportações serão os principais fatores determinantes para a direção dos preços ao longo do segundo semestre.
Enquanto isso, a expectativa de uma safra maior nos Estados Unidos mantém o mercado global da soja atento aos sinais de aumento da oferta e seus impactos sobre a competitividade do grão no comércio internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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