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Produção de algodão na China deve recuar em 2025/26, aponta USDA
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Estimativa aponta queda na produção chinesa de algodão
A produção de algodão da China está projetada em 6,350 milhões de toneladas para o ano comercial 2025/2026, que vai de agosto de 2025 a julho de 2026. O volume representa uma redução em relação ao ciclo anterior, quando a produção foi estimada em 6,808 milhões de toneladas. Os dados são do Gain Report, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Área colhida permanece inalterada
A estimativa da área colhida se mantém em 2,930 milhões de hectares, mesmo patamar observado na temporada 2024/25, sinalizando estabilidade no cultivo, apesar da redução projetada na produção total.
Exportações em queda
As exportações chinesas de algodão deverão alcançar 15 mil toneladas na safra 2025/26, número inferior às 20 mil toneladas registradas no ciclo anterior. A retração reflete um mercado externo mais contido para o algodão chinês.
Consumo interno deve crescer
Em contrapartida, o consumo doméstico deverá apresentar leve crescimento. A projeção é de que o consumo alcance 8,150 milhões de toneladas, contra 8,050 milhões de toneladas estimadas na safra anterior, reforçando a demanda interna como vetor de sustentação do mercado.
Importações devem aumentar
O USDA também prevê aumento nas importações de algodão pela China. A estimativa para 2025/26 é de 1,550 milhão de toneladas, ante 1,4 milhão de toneladas na temporada 2024/25, sinalizando uma maior dependência do mercado internacional para suprir a demanda interna.
Estoques finais recuam ligeiramente
Por fim, os estoques finais de algodão no país devem recuar para 8,680 milhões de toneladas na temporada 2025/26, ante 8,945 milhões de toneladas estimados para 2024/25. O dado sugere uma leve redução na oferta interna disponível ao fim do período analisado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro



