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Produção de carne, genética e ultrassonografia são destaques do 4º Fórum Promebo na Prática em Pelotas (RS)
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Fenagen Promebo: foco na genética bovina e valorização da carne
A segunda edição da Fenagen Promebo, organizada pela Associação Nacional de Criadores Herd Book Collares (ANC), está marcada para os dias 2 a 5 de julho na Associação Rural de Pelotas (RS). O evento é um fórum nacional dedicado à genética bovina, com o objetivo de aproximar o público do trabalho do pecuarista e destacar a importância da carne na alimentação brasileira. A programação inclui julgamentos de animais, seminários técnicos e atividades focadas no aprimoramento genético e qualificação dos sistemas produtivos.
4º Fórum Promebo na Prática: programação técnica e prática
No dia 2 de julho, será realizada a quarta edição do Fórum Promebo na Prática, que terá palestras, mesa redonda e atividades práticas relacionadas ao melhoramento genético. Silvia Freitas, superintendente de Registro Genealógico da ANC e coordenadora da Fenagen, detalha a agenda:
- Pela manhã, Andressa Rezende Conti, da empresa Santa Carcaça (Campo Grande-MS), abordará temas ligados à indústria da carne, produção e padronização;
- Em seguida, haverá a apresentação de um case de sucesso de usuário do Promebo;
- A programação inclui a mesa redonda “Carne em Pauta”, com a participação de representantes do setor produtivo, industrial, supermercadista e do consumidor final, entre eles Gedeão Pereira (Farsul), Ladislau Böes (Sicadergs), Luiz Carlos Carvalho Júnior (AGAS) e Clarisse Schwartzmann (mestre churrasqueira do programa Destemperados, RBS).
Ultrassonografia: inovação no melhoramento genético
À tarde, o presidente do Conselho Deliberativo Técnico da ANC, Leandro Hackbart, comandará a parte prática do fórum. Serão apresentados novilhos em fase final de terminação que passaram por avaliação de ultrassonografia de carcaça — técnica fundamental para o melhoramento genético, muito utilizada em rebanhos superiores.
Hackbart explica que o ultrassom permite visualizar características internas da carcaça, como marmoreio e rendimento, que não podem ser avaliadas a olho nu. As imagens serão projetadas em pista, ilustrando ao produtor o potencial real dos animais, tornando o processo mais transparente e inovador.
Benefícios para produtores e consumidores
O fórum tem como objetivo principal fornecer maior segurança ao produtor, mostrando os resultados práticos do programa de melhoramento genético. “Queremos que o produtor conheça melhor seu produto, enquanto cumprimos nossa missão junto ao consumidor e ao setor produtivo”, destaca Hackbart.
O 4º Fórum Promebo na Prática reforça o compromisso da ANC em promover a inovação, a qualidade e a sustentabilidade na cadeia da carne bovina brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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