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Produção de trigo no Canadá deve atingir maior nível em mais de uma década
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Segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país poderá registrar seu maior volume colhido desde a temporada histórica de 2013/14. A expectativa é que o Canadá fortaleça ainda mais sua posição como um dos principais exportadores mundiais do cereal.
Crescimento de 2% na produção e expansão da área plantada
De acordo com o USDA, a produção total de trigo no Canadá está estimada em 35,6 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26, o que representa um aumento de 2% em relação à temporada anterior. Esse avanço acompanha uma elevação de 2,6% na área cultivada, que deve alcançar 11,1 milhões de hectares.
Trigo de primavera lidera o crescimento
O trigo de primavera será o principal responsável pela expansão, com aumento de 193 mil hectares na área plantada. Já o trigo de inverno deverá crescer em 90 mil hectares, especialmente na província de Ontário. Por outro lado, a área destinada ao trigo duro deve permanecer estável. As projeções têm como base a pesquisa de intenções de plantio realizada em março pela Statistics Canada.
Produção pode ser a maior desde 2013/14
Se a estimativa de 35,6 milhões de toneladas se confirmar, o Canadá alcançará seu maior volume de produção desde a safra 2013/14, quando colheu 37,5 milhões de toneladas. Esse desempenho reforça a competitividade do país no mercado internacional, sobretudo na oferta de trigo de alta qualidade.
Exportações devem crescer mesmo com tensões comerciais
Na temporada 2023/24, o Canadá ocupou a terceira posição entre os maiores exportadores de trigo do mundo, atrás apenas da Rússia e da União Europeia. Para 2025/26, as exportações canadenses devem crescer 2% em relação ao recorde de 26 milhões de toneladas registrado no ciclo anterior.
Apesar da possibilidade de redução nos embarques para os Estados Unidos em maio, devido a uma disputa comercial, o USDA prevê que o volume poderá ser redirecionado para outros mercados, minimizando impactos negativos.
Diversificação de mercados reduz vulnerabilidades
O relatório destaca ainda que as exportações canadenses são amplamente diversificadas. Em 2023/24, os dez principais destinos representaram apenas 65% do total embarcado, o que contribui para reduzir a exposição do país a oscilações pontuais no comércio internacional e fortalece sua presença global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ácaro-rajado no mamão: praga pode reduzir produtividade e exige manejo integrado no pomar
A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. A praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.
Os danos começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão.
Segundo especialistas, o ácaro pode ocorrer durante todo o ano, com maior pressão em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. O inseto se instala inicialmente na face inferior das folhas, próximo às nervuras, e rapidamente se espalha pela planta quando não controlado.
Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor
De acordo com orientações técnicas compartilhadas por Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura.
1. Eliminação de plantas daninhas
O primeiro passo no manejo é a eliminação de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para o ácaro-rajado.
A manutenção da área limpa reduz a pressão da praga e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão.
2. Monitoramento constante das folhas
O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro.
A recomendação é observar principalmente a face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente. Ao identificar a infestação, o controle deve ser iniciado de forma imediata e em área total.
3. Escolha de materiais mais tolerantes
O uso de variedades mais tolerantes também é uma estratégia importante no manejo integrado.
A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como alternativa com maior tolerância ao ácaro-rajado. Segundo a empresa, o material apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.
4. Uso correto de defensivos e equilíbrio nutricional
O controle químico deve ser realizado com produtos registrados para a cultura do mamão, priorizando estratégias adequadas de manejo.
Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, além da possibilidade de adoção de controle biológico.
Por outro lado, o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois pode afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio populacional do ácaro-rajado.
Outro ponto de atenção é a nutrição da planta: o excesso de nitrogênio pode favorecer o desenvolvimento da praga, exigindo manejo equilibrado.
Variedade Sabrosa se destaca por produtividade e qualidade de frutos
Além da tolerância ao ácaro-rajado, o mamão Sabrosa apresenta outras características agronômicas relevantes, segundo a empresa.
Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares como pinta-preta e mancha-de-corynespora.
Outro diferencial é o porte baixo das plantas, que facilita a colheita manual por mais tempo, reduzindo custos operacionais em comparação a variedades mais altas, que exigem estruturas auxiliares para colheita.
Padronização e precocidade aumentam eficiência comercial
A cultivar também se destaca pela alta padronização dos frutos, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização em caixas, modelo predominante no mercado.
Segundo Hanazaki, essa uniformidade melhora a eficiência logística e a aceitação comercial do produto.
A precocidade é outro ponto forte: as plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com início da colheita em aproximadamente seis meses.
Além disso, os frutos apresentam boa qualidade sensorial, com polpa de coloração atrativa e sabor valorizado pelo mercado consumidor.
Manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão
O controle do ácaro-rajado exige estratégia integrada, combinando monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes.
Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor de mamão.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

