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Produtividade da cana no Centro-Sul recua 12% em maio devido às chuvas irregulares, aponta CTC

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Segundo levantamento do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a produtividade média dos canaviais do Centro-Sul em maio foi de 80,8 toneladas por hectare (TCH), representando uma queda de 12% em comparação ao mesmo mês de 2024, quando o índice era de 91 TCH. O recuo é atribuído principalmente às chuvas irregulares que afetaram o desenvolvimento da lavoura.

Ribeirão Preto lidera as perdas; Assis registra melhora

A região de Ribeirão Preto (SP) apresentou a maior queda de produtividade entre as áreas analisadas, com retração de 21,6% — passando de 102,5 TCH para 80,4 TCH. Por outro lado, a região de Assis foi o destaque positivo do mês, com um leve crescimento de 7,4%, subindo de 88,3 para 89,4 TCH.

Qualidade da matéria-prima também recua

Além da queda na produtividade, houve redução na qualidade da matéria-prima colhida. O teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) caiu 2,1%, passando de 123,4 kg/tc em maio de 2024 para 120,8 kg/tc neste ano.

Acumulado da safra confirma tendência de baixa

No acumulado dos meses de abril e maio, a produtividade média da cana no Centro-Sul também caiu 12% em relação ao mesmo período da safra passada, saindo de 89,6 TCH para 78,8 TCH. No mesmo intervalo, o ATR acumulado teve recuo de 2%, caindo de 120,7 kg/tc para 118,3 kg/tc.

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Dados da plataforma do CTC

As informações fazem parte do boletim De Olho na Safra, elaborado com base na Plataforma de Benchmarking do CTC, e servem de referência para o acompanhamento técnico da safra nas principais regiões produtoras do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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