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Produtividade em Alta: Desempenho das Cultivares de Soja Supera Expectativas em Mato Grosso

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O setor agrícola de Mato Grosso alcançou índices notáveis de produtividade nas lavouras de soja, superando as expectativas de muitos produtores. Embora o impacto das chuvas em algumas regiões tenha afetado a colheita, as condições climáticas, em geral, favoreceram o desenvolvimento das lavouras, e a implementação de tecnologias inovadoras resultou em um aumento significativo no rendimento das plantações. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produtividade média do estado na safra 2024/25 ultrapassou 66 sacas por hectare, um patamar histórico nas análises do instituto.

Produtores acompanhados pela Agro-Sol Sementes destacaram-se ao alcançar números superiores à média estadual, com rendimentos aproximados de 70 sacas por hectare. Em algumas áreas, os resultados foram ainda mais impressionantes. Um exemplo disso é o grupo Pasqualotto, que, em uma área de 1.050 hectares em Sinop, obteve uma média de 90,5 sacas por hectare com a cultivar Brasmax Olimpo IPRO. Outro destaque é a propriedade do agricultor Jorge Pires de Miranda, situada em Brasnorte, na região oeste do estado, onde a produtividade variou entre 102 e 105 sacas por hectare em áreas superiores a 100 hectares, utilizando a cultivar Brasmax Sparta I2X, também da Agro-Sol.

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A Agro-Sol Sementes, em levantamento recente, apontou que mais de 30 variedades foram cultivadas na última safra, destacando-se pela diversidade que permitiu aos produtores otimizar seus rendimentos e garantir uma produção mais estável. Para Victor Chiarelli, superintendente comercial da Agro-Sol, a escolha estratégica das cultivares foi um dos principais fatores para o desempenho positivo. “Enquanto as variedades de ciclo curto, com 95 a 100 dias, enfrentaram dificuldades no início do ciclo, aquelas com ciclo mais longo apresentaram maior estabilidade e rendimento superior. Cultivares com ciclos de 107 a 118 dias, no intervalo de maturação entre 7.6 e 8.1, superaram as expectativas de produtividade”, explicou Chiarelli.

Além da seleção das cultivares mais adaptadas, os avanços tecnológicos desempenharam papel crucial. A introdução de variedades com biotecnologias como Intacta 2 Xtend (I2X) e Conquesta Enlist proporcionou um controle mais eficiente de lagartas e plantas invasoras, o que favoreceu a sanidade das lavouras e resultou no aumento da produtividade. O manejo eficiente de doenças do solo, como os nematoides, também foi determinante para o sucesso da safra.

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Com a proximidade da próxima safra, a Agro-Sol já planeja a inclusão de pelo menos seis novas cultivares em seu portfólio, focando na produtividade e na adaptação às necessidades dos produtores. Em um cenário de custos elevados e margens estreitas, aumentar a produtividade se torna fundamental para garantir a rentabilidade. Nesse contexto, a escolha de sementes de qualidade se revela uma estratégia essencial.

“Investimos continuamente na seleção rigorosa de sementes, assegurando que os produtores tenham acesso às melhores opções do mercado. Isso permite que eles alcancem novos patamares de produtividade. A diferença de duas, três, ou até cinco sacas por hectare tem um impacto significativo no sucesso da produção”, conclui Chiarelli.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

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O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

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A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

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