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Produtor Rural se Torna Influencer e Desmistifica a Vida com Búfalos em Minas Gerais
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Da Fazenda às Redes: Como os Búfalos Viraram Estrela
O jovem produtor rural Felipe Rezende, da Fazenda Cantão, em Piumhi (MG), transformou sua rotina com búfalos em conteúdo digital, conquistando seguidores e desmistificando a imagem desses animais. Com menos de 900 publicações, o perfil da Fazenda Cantão já reúne mais de 200 mil seguidores, mostrando que búfalos não são animais agressivos ou “intocáveis”, como muitos imaginavam.
Rezende percebeu que o desconhecimento sobre a espécie motivava receios sobre o tamanho e a aparência dos búfalos. Foi a partir dessa constatação que surgiu sua faceta digital: compartilhar vídeos e fotos do dia a dia na fazenda, interações com os animais e momentos de curiosidade e diversão.
Catarina: A “Blogueirinha” que Conquistou a Internet
Entre os búfalos da Fazenda Cantão, uma se destaca: Catarina, carinhosamente apelidada de “blogueirinha”. Apesar de seu tamanho, a búfala demonstra docilidade e personalidade, cativando seguidores em cada postagem.
Felipe conta que Catarina teve uma infância difícil, enfrentando problemas de saúde, mas a relação construída com o animal se tornou uma conexão única, percebida pelos seguidores. Hoje, Catarina é estrela não só do perfil @fazendacantao, mas também do @bufalacatarina, onde internautas podem acompanhar suas travessuras e momentos de fofura.
Do Leite à Influência Digital
Após se desfazer do rebanho de vacas holandesas, Felipe investiu na bubalinocultura com foco na produção de leite, associando-se à Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB). A iniciativa vai além do entretenimento: ele acredita estar influenciando a cadeia leiteira e promovendo boas práticas de manejo e bem-estar animal.
“Creio que minha atuação nas redes ajuda a conscientizar sobre a importância do trato ético e respeitoso com os búfalos”, afirma o produtor.
Conteúdo Acessível e para Todas as Idades
Os vídeos e fotos compartilhados nos perfis de Felipe podem ser consumidos por internautas de todas as idades. Entre curiosidade, informação e diversão, os seguidores descobrem que búfalos podem ser animais carinhosos, inteligentes e cativantes.
Como alerta a descrição do perfil da Fazenda Cantão: “Cuidado! Você vai se apaixonar por búfalos.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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