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Produtores de Cana Reduzem Investimentos no Brasil com Queda do Açúcar e Custos Elevados, Aponta Orplana

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Produtores de Cana Enfrentam Queda na Rentabilidade

A Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) alertou que os produtores de cana-de-açúcar estão reduzindo os investimentos na cultura em função da queda nos preços do açúcar e do aumento dos custos de produção.

De acordo com o presidente-executivo da entidade, José Guilherme Nogueira, a situação preocupa o setor, já que o movimento pode afetar o ritmo de renovação dos canaviais e o volume de moagem nos próximos anos.

“Estamos observando uma redução nos investimentos em plantações de cana-de-açúcar, principalmente devido ao aumento do custo de produção e à queda na receita líquida”, afirmou Nogueira.

A Orplana representa 35 associações de produtores, reunindo cerca de 12 mil agricultores na principal região canavieira do país, responsável por boa parte do abastecimento das usinas brasileiras.

Custos Elevados e Preços em Baixa Afetam Planejamento

Segundo Nogueira, o cenário atual levou muitos produtores a reduzir gastos com insumos essenciais, como fertilizantes, defensivos e manutenção de maquinário agrícola — medidas que podem afetar a produtividade das lavouras no médio prazo.

Os preços globais do açúcar, próximos das mínimas dos últimos cinco anos, refletem a alta oferta mundial, com safras recordes em países como Brasil e Índia, e a queda no consumo global do produto.

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Esse quadro pressiona as margens de lucro do produtor e gera incertezas sobre a viabilidade econômica da cana-de-açúcar como principal cultura agrícola em diversas regiões.

Possível Migração para Outras Culturas

Caso os preços do açúcar permaneçam baixos, a Orplana estima que parte dos produtores poderá optar por migrar para culturas mais rentáveis, como soja e milho, além de não renovar contratos de fornecimento com usinas.

“Se o cenário atual continuar, muitos produtores deixarão de investir na cana até 2028, o que deve se refletir em menor área plantada e queda no processamento futuro”, destacou o executivo.

Embora os efeitos imediatos sobre a safra 2026/27 sejam limitados, o impacto do desinvestimento tende a ser sentido a partir da colheita seguinte, quando a redução da produtividade e da oferta de cana deve se tornar mais evidente.

Produção Atual Segue em Alta, Mas Futuro É de Atenção

Dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) indicam que, até a segunda quinzena de dezembro de 2025, as usinas brasileiras haviam moído 600,4 milhões de toneladas de cana, resultando em uma produção de 40,2 milhões de toneladas de açúcar.

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A Orplana projeta que a safra 2026/27 deverá ser ligeiramente maior ou semelhante à atual, dependendo das condições climáticas, especialmente do volume de chuvas nos próximos meses.

“Acreditamos que a próxima safra será um pouco maior ou muito parecida com a atual. A produtividade ainda está sendo construída e dependerá bastante do clima”, avaliou Nogueira.

Desinvestimento Pode Afetar Cadeia Sucroenergética

O possível desestímulo à renovação de canaviais preocupa o setor sucroenergético, já que a cana é base não apenas da produção de açúcar, mas também de etanol e bioenergia.

A redução de investimentos pode comprometer a sustentabilidade da cadeia produtiva e impactar o equilíbrio entre oferta de matéria-prima e capacidade industrial das usinas, que dependem de fluxo constante de cana para manter o nível de operação.

“O produtor precisa de previsibilidade e condições de rentabilidade para continuar investindo. Caso contrário, corremos o risco de ver uma retração significativa na oferta até o fim da década”, concluiu o presidente da Orplana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semana do Pescado: preço da tilápia no atacado

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O quilo da tilápia custa R$ 8,69 no Oeste do Paraná, R$ 9,28 em Morada de Novas Minas, R$ 9,47 no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, R$ 9,49 na região dos Grandes Lagos (noroeste do estado de São Paulo e divisa de Mato Grosso do Sul) e R$ 10,13 no Norte do Paraná. Os dados, divulgados no dia 4 de setembro, são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), da Universidade de São Paulo (USP). Até 15 de setembro, está sendo realizada a Semana do Pescado, que foi criada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). É um período para conhecer a diversidade dos peixes e frutos do mar, descobrir novos sabores, aprender a escolher e preparar o pescado.

A pesquisa do CEPEA é realizada diariamente com produtores, intermediários e indústria. É divulgada semanalmente. A avaliação é feita especificamente sobre a venda da tilápia viva e em caixas com gelo. É o preço à vista pago ao produtor independente.

Semana do Pescado

A Semana do Pescado se firma como uma forma de incentivar o consumo de peixes, crustáceos e moluscos em todo o Brasil. Também tem o objetivo de valorizar o empreendedorismo pesqueiro.

“Eu quero ver a Semana do Pescado, eu quero ver o peixe no seu prato
Eu quero ver a Semana do Pescado, eu quero ver o Brasil alimentado
De Norte a Sul, tem tainha e tambaqui
E no Nordeste o camarão reina aqui
O Sudeste também não fica pra trás, é a tilápia fazendo o que ninguém faz
O Centro-Oeste, o nosso amor é o pintado com seu sabor
Do pescador ao consumidor, é a pesca e a aquicultura mostrando o seu valor”

Acesse aqui o site da Semana do Pescado 

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Conheça aqui a letra da música da Semana do Pescado 

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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