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Produtores de Governador Valadares recebem títulos de propriedade rural em ação do Governo de Minas

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O Governo de Minas Gerais realizou, nesta terça-feira (13), a entrega de 15 títulos de propriedade rural a agricultores de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Essa foi a primeira distribuição de documentos no município. A iniciativa já contemplou produtores de outras cidades da região, como Mendes Pimentel, Santa Bárbara e Coronel Fabriciano.

A ação integra a política de regularização fundiária coordenada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), que desde 2019 já entregou mais de 9.500 títulos em diversas regiões mineiras. A meta da atual gestão é atingir 16 mil documentos entregues até o fim do mandato.

Acesso a crédito e programas governamentais

De acordo com o superintendente de Regularização Fundiária da Seapa, Pedro José Garcia, a entrega do título garante a função social da propriedade rural, que envolve aspectos como moradia, produção agrícola e segurança alimentar.

“Com o documento em mãos, o agricultor pode acessar linhas de crédito e financiamento, além de participar de programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), Pronaf (Programa Nacional da Agricultura Familiar) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar)”, destacou Garcia. Ele também ressaltou que o título contribui para a sucessão rural, oferecendo perspectivas de futuro para os jovens do campo.

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Demanda histórica no campo

A entrega de títulos de propriedade rural é uma demanda antiga das famílias agricultoras, muitas das quais aguardam há décadas pela regularização de suas terras. As ações do governo já alcançaram mais de 105 municípios mineiros e a expectativa é expandir para 257 cidades até o fim do programa.

O processo de regularização segue um cronograma estruturado, que inclui chamamento público, audiências, cadastro, georreferenciamento e, por fim, a entrega dos títulos definitivos.

Chamamento público e critérios de seleção

Para participar do programa, os municípios precisam se inscrever em chamamento público promovido pela Seapa. A seleção considera critérios técnicos, como a posição da cidade no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o percentual da população rural segundo o Censo do IBGE 2022, além da localização em áreas prioritárias do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas (Idene).

O resultado da seleção dos municípios é divulgado no site oficial da Seapa.

Etapas da regularização fundiária

O processo de entrega dos títulos segue diversas etapas:

  • Audiência pública: esclarece os detalhes do programa à comunidade local.
  • Cadastramento: agricultores interessados registram suas informações para análise.
  • Análise documental: verifica a elegibilidade dos posseiros.
  • Georreferenciamento: equipes técnicas realizam vistorias e levantamento de dados das propriedades.
  • Validação e emissão dos títulos: após análise técnica e jurídica, os documentos são emitidos e entregues aos beneficiários, garantindo a posse legal da terra.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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