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Produtores de truta investem em rações de alta performance para aumentar eficiência e lucro

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Truticultores brasileiros buscam tecnologia para otimizar produção

A produção de truta no Brasil, estimada em cerca de 3,5 mil toneladas anuais, tem registrado crescente investimento em soluções nutricionais de alta performance. Por ser uma espécie carnívora e de clima frio, que demanda temperaturas entre 10 e 15º C, a criação está concentrada na Serra da Mantiqueira (divisa entre Minas Gerais e São Paulo) e em regiões serranas de Santa Catarina.

“Apesar das limitações climáticas e geográficas, cada vez mais truticultores adotam rações específicas que aumentam a eficiência produtiva e a rentabilidade, em vez de utilizar produtos genéricos”, explica Gustavo Pizzato, gerente de produtos Aqua da Guabi Nutrição e Saúde Animal.

Guabitech Truta: inovação em nutrição de alta performance

Lançada em 2025, a Guabitech Truta é uma ração desenvolvida especificamente para atender às demandas nutricionais da truta no Brasil. O produto é resultado de uma parceria estratégica da Guabi com a Alltech Coppens, empresa europeia especializada em aquicultura.

A ração possui 45% de proteína bruta e 12% de extrato etéreo, garantindo maior aporte energético e fornecendo ácidos graxos essenciais adequados para peixes de clima frio.

“Nosso objetivo foi criar uma solução alinhada às matérias-primas disponíveis no Brasil, promovendo crescimento rápido e eficiente das trutas”, afirma Pizzato.

Testes de campo comprovam resultados superiores

O desempenho da Guabitech Truta foi testado na Toca da Truta, em Baependi (MG), um dos maiores produtores do país. Os resultados foram expressivos:

  • Conversão alimentar: 1,37 (27% menor que o concorrente, 1,87)
  • Ganho de biomassa: 35% maior em relação ao produto concorrente

“Na prática, isso significa que os peixes atingem 550 gramas, peso de abate, mais rapidamente, com custo de produção menor”, explica Pizzato.

Portfólio completo para todas as fases da truticultura

Embora a Guabitech Truta seja voltada para fase de crescimento e engorda, a Guabi oferece um portfólio completo de rações para trutas, atendendo desde as fases iniciais até a engorda final.

“Disponibilizamos produtos específicos para cada etapa de desenvolvimento, garantindo que a espécie receba a nutrição adequada em todo seu ciclo de produção”, conclui o gerente.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de grãos ganham ritmo em 2026, com recorde na soja e avanço logístico global

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O comércio exterior brasileiro de grãos iniciou 2026 com forte desempenho nas exportações de soja e sinais mistos para o milho, segundo o Informativo Mensal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório também destaca recordes de embarques, desafios logísticos globais e avanços na agenda de descarbonização do transporte marítimo.

Soja lidera exportações com recorde mensal em 2026

A soja manteve protagonismo no agronegócio brasileiro. Em abril de 2026, o país registrou embarque recorde de 16,1 milhões de toneladas, reforçando a posição do Brasil como principal exportador global da oleaginosa.

No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações somaram 43,2 milhões de toneladas, acima das 40,1 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025. Para maio, o line-up aponta embarques de aproximadamente 14,1 milhões de toneladas.

A colheita da safra 2025/26 avançou até 94,7% da área, levemente abaixo do ritmo do ano anterior (97,7%), com conclusão já registrada em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Segundo a ANEC, o desempenho reforça a projeção de exportações totais próximas de 110 milhões de toneladas em 2026, consolidando o Brasil como referência global no fornecimento da oleaginosa.

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Milho tem ritmo sazonal mais lento, mas mantém projeção elevada de produção

No mercado de milho, o escoamento seguiu o padrão sazonal mais lento em abril, com embarques de 268 mil toneladas, enquanto o line-up de maio indica cerca de 188 mil toneladas.

Apesar do ritmo moderado nas exportações recentes, a produção da segunda safra segue robusta. A CONAB estima produção total de 139,6 milhões de toneladas, em área de 22,5 milhões de hectares, ligeiramente abaixo do ciclo anterior (141,2 milhões de toneladas), refletindo expectativa de produtividade menor após uma safra anterior excepcional.

Geopolítica no Oriente Médio pressiona custos logísticos globais

O relatório da ANEC também chama atenção para o impacto das tensões no Estreito de Ormuz sobre o comércio internacional. As restrições operacionais na região aumentam a incerteza no transporte marítimo global.

Entre os principais efeitos estão:

  • Alta expressiva nos fretes marítimos
  • Aumento dos prêmios de seguro
  • Elevação do custo da tonelada exportada
  • Impactos indiretos em rotas fora da região do estreito

O cenário reforça a volatilidade do comércio global e pressiona margens do setor exportador brasileiro.

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Etanol de milho ganha espaço no transporte marítimo e avança na agenda verde

Um dos destaques do relatório é o reconhecimento do etanol de milho como biocombustível compatível com o transporte marítimo, com metodologia de intensidade de carbono aprovada pela Organização Marítima Internacional (IMO).

A medida integra esforços globais de descarbonização de um setor responsável por cerca de 2% a 3% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Segundo a ANEC, o avanço abre novas oportunidades para o Brasil no mercado internacional de energia, ampliando o papel do milho não apenas como commodity alimentar, mas também como vetor estratégico da transição energética global.

Exportações seguem fortes e consolidam papel do Brasil no agronegócio global

O balanço da ANEC reforça o desempenho consistente do Brasil no comércio internacional de grãos, especialmente da soja, e evidencia a crescente importância da logística e da geopolítica no desempenho do setor.

Ao mesmo tempo, o avanço de biocombustíveis e a ampliação da demanda global mantêm o país em posição estratégica na segurança alimentar e energética mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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