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Produtores gaúchos intensificam preparo da safra 2024/25 de tabaco, apesar de desafios climáticos e fitossanitários

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Preparo para nova safra de tabaco avança no Rio Grande do Sul

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar mostra que os produtores de tabaco do Rio Grande do Sul seguem empenhados nos preparativos para a safra 2024/25. Na região de Pelotas, os trabalhos se concentram na formação de canteiros e na semeadura de plantas de cobertura — como aveia preta, aveia ucraniana e centeio —, práticas que antecedem o plantio direto das mudas. A produção, em sua maioria, ocorre pelo sistema floating.

Valorização do tabaco seco estimula vendas nos galpões

Segundo o boletim, produtores que ainda possuem tabaco seco armazenado têm intensificado a comercialização do produto, aproveitando a valorização recente dos preços. As empresas devem encerrar as compras ainda neste mês. Os valores pagos atualmente variam entre R$ 300 e R$ 350 por arroba, abaixo dos praticados na safra anterior.

Santa Rosa registra perdas com geadas e ocorrência de fungos

Na região de Santa Rosa, técnicos da Emater informam que já foi iniciado o primeiro repique nas bandejas. No entanto, houve perdas em lavouras implantadas devido às geadas registradas. Além disso, foi constatada a presença de fungos nas mudas, o que exigiu intensificação nos tratamentos fitossanitários.

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Soledade finaliza vendas e inicia preparo do solo

Na região de Soledade, grande parte da produção da safra anterior já foi comercializada. Agora, os produtores se dedicam ao preparo do solo, construção de camalhões e à semeadura de plantas de cobertura, especialmente em áreas mais elevadas.

Vale do Rio Pardo com bom desenvolvimento nas plantas

Já no Vale do Rio Pardo, essas etapas de preparo foram concluídas, e as plantas apresentam bom desenvolvimento. Ainda que algumas lavouras já tenham mudas de tabaco implantadas — o que é incomum para o período —, os efeitos das geadas foram limitados.

Tendência de antecipação no plantio em áreas de menor altitude

O informativo também destaca uma tendência de antecipação do plantio a campo, principalmente em regiões de menor altitude, onde as condições são mais favoráveis para o estabelecimento inicial das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

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Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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