AGRONEGOCIOS
Produtores rurais recorrem a consórcios para renovar máquinas e investir em tecnologia sem comprometer o caixa
AGRONEGOCIOS
Consórcios se destacam no agronegócio em 2025
O agronegócio brasileiro liderou o crescimento do consórcio de veículos pesados em 2025, impulsionado principalmente pela demanda por máquinas agrícolas.
Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), a comercialização média mensal de cotas atingiu 16,5 mil unidades, movimentando mais de R$ 24 bilhões em créditos, alta de 38,1% em relação a 2024.
Levantamentos do Banco Central indicam que 51% dos consorciados em veículos pesados são máquinas agrícolas, evidenciando a busca dos produtores por alternativas de investimento em um cenário de juros elevados.
Consórcio como ferramenta de gestão financeira
Para Cléber Gomes, CEO da Maestria, especializada em consórcios e produtos financeiros, a crescente adesão a máquinas agrícolas no sistema de consórcios reflete uma mudança na estratégia de investimento do produtor rural.
“Diante de margens mais apertadas e do custo elevado do crédito tradicional, o consórcio é visto não apenas como alternativa de compra, mas como ferramenta de gestão financeira. Ele permite renovar a frota e incorporar tecnologia de forma previsível, sem pressionar o fluxo de caixa”, explica Gomes.
A modalidade proporciona previsibilidade financeira, essencial para um setor sujeito a variações de safra e mercado, além de diluir investimentos ao longo do tempo sem incidência de juros. A flexibilidade da carta de crédito permite ainda a escolha do equipamento no momento mais estratégico, favorecendo modernização da frota e ganho de produtividade.
Principais aplicações no campo
De acordo com a Abac, os equipamentos mais adquiridos via consórcio são:
- Tratores
- Colheitadeiras
- Semeadoras
- Equipamentos de preparo do solo
Além das máquinas, os produtores também utilizam consórcios para ampliar instalações, adquirir veículos de transporte, contratar serviços e comprar eletroeletrônicos voltados à atividade rural.
“Os números mostram que o consórcio vai além das máquinas, ajudando pequenos e médios produtores a modernizar diferentes áreas da operação”, reforça Gomes.
Consórcio acompanha profissionalização e tecnologia no agronegócio
O movimento revela que o produtor rural adota uma postura mais estratégica, priorizando previsibilidade e eficiência a médio e longo prazo. Nesse cenário, o consórcio se consolida como ferramenta de apoio à profissionalização do agronegócio brasileiro, permitindo investimentos planejados e atualização tecnológica constante no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional
As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.
O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.
Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada
A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global
A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.
“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.
O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.
Cenário global pode sustentar preços do algodão
No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade
No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.
Uso do algodão avança para além do setor têxtil
Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


