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Programa Agro Plus recebe selo de Boas Práticas Agropecuárias do MAPA

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O Programa Agro Plus, coordenado pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), foi oficialmente reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) com o Selo de Boas Práticas Agropecuárias (BPA). Com a certificação, os produtores participantes passam a ter acesso a benefícios financeiros no Plano Safra 2025/26, incluindo linhas de crédito com juros diferenciados para operações de custeio.

Reconhecimento fortalece credibilidade e sustentabilidade do programa

O selo atesta que o Agro Plus cumpre os critérios de Boas Práticas Agrícolas definidos na Portaria nº 337, de 8 de novembro de 2021. Segundo a ABIOVE, o programa oferece capacitação e assistência técnica gratuita há mais de uma década, promovendo melhorias contínuas na gestão social, ambiental e econômica das propriedades rurais.

Bernardo Pires, diretor de Sustentabilidade da ABIOVE, destacou a relevância da certificação:

“Esse reconhecimento oficial pelo MAPA é um divisor de águas para o Agro Plus. Além de reforçar a robustez técnica do programa, garante benefícios diretos aos produtores, que agora poderão acessar linhas de crédito diferenciadas no Plano Safra. Isso mostra que investir em sustentabilidade e gestão responsável traz retorno concreto para o campo e para toda a sociedade.”

Maior programa privado de boas práticas agrícolas do país

O Agro Plus conta com 8.500 fazendas em 14 estados brasileiros, abrangendo 8,5 milhões de hectares de áreas agrícolas. O programa inclui culturas como soja, milho, café, algodão, trigo, cana-de-açúcar, cacau, além de sistemas agroflorestais, com mais de 46 milhões de toneladas de produtos verificados.

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Entre 2012 e 2024, o programa recebeu R$ 57 milhões em investimentos, fortalecendo a imagem da agricultura brasileira junto a mercados consumidores globais. O Agro Plus aplica um checklist com 270 indicadores socioambientais e econômicos, garantindo assistência técnica de qualidade e promovendo práticas sustentáveis em todo o país.

Mais informações

Produtores e interessados podem acessar detalhes do programa no site oficial do Agro Plus: https://agroplusbrasil.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reino Unido anuncia bloqueio a produtos agrícolas ligados a desmatamento

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O governo britânico anunciou nesta terça-feira (23.06), que aplicará medidas para impedir a compra de produtos agrícolas de origem estrangeira vindos de terras desmatadas. A decisão, que deve entrar em vigor em 2027, caiu como uma bomba sobre o agronegócio brasileiro que já enfrenta um embargo sanitário da União Europeia contra a carne e outros produtos de origem animal, com vigência a partir de 3 de setembro de 2026.

A nova ofensiva britânica segue a lógica do Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), ao ignorar a soberania da legislação ambiental brasileira. Ao desconsiderar as autorizações de supressão vegetal concedidas por órgãos oficiais do Brasil, o Reino Unido e o bloco europeu impõem critérios unilaterais que tratam qualquer área desmatada — ainda que dentro da lei — como um impeditivo para a importação.

Para o setor agroexportador, a combinação das medidas representa uma mudança estrutural na dinâmica de comércio exterior. A exigência de rastreabilidade plena e a não aceitação dos protocolos nacionais de licenciamento colocam em risco a rentabilidade das exportações para os dois blocos, que compõem o principal mercado de alto valor agregado para a proteína animal e as commodities brasileiras.

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O bloqueio sanitário, oficializado pela Comissão Europeia no dia 4 deste mês, baseia-se na alegação de falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos e antibióticos. A proibição afeta toda a cadeia de proteína animal — carne, frango, pescado, leite e mel — e impõe um prejuízo imediato ao fluxo de caixa das indústrias exportadoras, que agora buscam, junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e entidades como a ABIEC, reverter a sanção.

A estratégia dos blocos europeus desloca o eixo de competitividade do agronegócio: a eficiência produtiva, que sustentou o crescimento do setor nas últimas décadas, cede lugar à capacidade de submissão documental a exigências ambientais e sanitárias que extrapolam o Código Florestal Brasileiro. Sem o reconhecimento mútuo das leis locais, o produtor nacional torna-se refém de um rigor técnico que, na prática, funciona como uma barreira não tarifária para proteger mercados internos europeus e britânicos.

O governo do Reino Unido disse que vai ouvir empresas e outros países antes de aplicar as novas regras contra o desmatamento, num processo que chamam de “consulta pública”. Isso vai acontecer ao longo deste ano. Na prática, é a última chance do Brasil tentar negociar e pedir que os ingleses aceitem nossas leis e documentos como prova de que o produto não veio de desmate

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Mas, para quem entende do assunto, essa consulta tem cara de “jogo de cartas marcadas”: eles abrem para ouvir, mas raramente mudam a decisão que já tomaram de endurecer o cerco contra a carne e os grãos brasileiros. É um ritual burocrático que, no fim, serve apenas para eles dizerem que “ouviram”, antes de começar a punir quem não seguir o cartilha deles.

Fonte: Pensar Agro

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