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Programa da Aprosoja MT garante transparência e segurança na classificação de grãos em Mato Grosso
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Classificador Legal reforça confiabilidade nas operações comerciais
O programa Classificador Legal, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), se consolida como uma ferramenta fundamental para assegurar a transparência e a conformidade nas classificações de grãos no estado. Somente no primeiro semestre de 2025, até junho, foram registradas 928 solicitações, sendo 74% voltadas para processos de arbitragem.
Criado em 2017, o programa tem sido essencial para os produtores rurais, oferecendo avaliações técnicas e imparciais baseadas nas normas oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em especial a Instrução Normativa nº 11/2007. Isso permite contestar classificações inconsistentes e descontos indevidos durante a comercialização de soja e milho.
Produtores destacam economia e agilidade
A vice-presidente sul da Aprosoja MT, Laura Battisti Nardes, produtora em Primavera do Leste, reforça que o programa traz duas vantagens principais: agilidade no atendimento e economia de tempo e recursos. “No início de maio, um classificador enviado pela empresa apontou 15% de grãos avariados em uma carga de soja. Solicitamos a arbitragem da Aprosoja e o percentual caiu para 6,1%, demonstrando a eficiência e importância do programa”, relata.
Além da precisão técnica, o programa evita custos adicionais com a contratação de classificadores particulares e possíveis perdas financeiras decorrentes de classificações inadequadas.
Atuação do programa garante fluidez nas operações
O produtor Alessio Martelli, do núcleo de Campo Novo do Parecis, também recorreu ao programa durante um carregamento de milho. “Havia divergência nos resultados e o carregamento não estava fluindo. Acionei a Aprosoja, e após a chegada do classificador, tudo foi resolvido rapidamente. Só de saber que há um classificador oficial acompanhando, o comportamento das partes muda”, comenta.
Reconhecimento e credibilidade junto ao setor
Para Marco Antônio Mattana Sebben, delegado coordenador do núcleo Vale do Guaporé, o programa vem conquistando respeito e confiança no setor. “O Classificador Legal tem muita qualidade e é respeitado até por outras empresas de classificação. É impressionante a credibilidade dos profissionais envolvidos”, afirma.
Sebben também relata uma experiência em que o programa foi acionado. “A certificadora apontava entre 9,6% e 9,8% de avariados, enquanto nosso time tinha convicção de que estava dentro do padrão. Solicitamos a arbitragem e, no dia seguinte, foi confirmado 6,2%, bem abaixo do informado anteriormente. Essa diferença é mais comum do que se imagina”, reforça.
Acesso gratuito e assistência regionalizada
O Classificador Legal está disponível a todos os associados da Aprosoja MT, sem custos adicionais. Os produtores que desejarem acionar o serviço devem entrar em contato com o Canal do Produtor pelo telefone ou WhatsApp (65) 3027-8100. Após abertura de uma Ordem de Serviço (OS), a arbitragem será feita pelo classificador mais próximo disponível.
Compromisso com o produtor e com a qualidade da produção
Com foco na valorização da produção agrícola e na defesa dos interesses do produtor rural, o Classificador Legal reforça o compromisso da Aprosoja MT em assegurar transparência, segurança e confiabilidade nas negociações. Em um mercado onde a divergência na classificação pode resultar em grandes prejuízos, o programa se mostra como um importante aliado para garantir justiça e eficiência nas operações comerciais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO
O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.
Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.
“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.
Ciência e sustentabilidade
Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.
Aquicultura e mudanças climáticas
Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.
Valorização da pesca artesanal
O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.
Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura



