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Programa Povos da Pesca Artesanal completa 2 anos de atividade pelo país

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Foi no dia 2 de agosto de 2023, com o Palácio do Planalto repleto de pescadoras e pescadores artesanais de várias partes do Brasil, que o Presidente Lula e o Ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), André de Paula, lançaram o Programa Povos da Pesca Artesanal. Nascia ali, o primeiro programa voltado exclusivamente para os pescadores e pescadoras artesanais na história de nosso país.

O Povos da Pesca Artesanal foi criado, por meio da Secretaria Nacional de Pesca Artesanal (SNPA) do MPA, com o objetivo, principal, de fortalecer e promover o modo de vida das pescadoras e pescadores artesanais no território nacional. Além disso, valoriza a gestão participativa dos recursos pesqueiros, a defesa dos territórios e a garantia da justiça socioambiental. “É, antes de tudo, um gesto de reparação histórica do Estado brasileiro voltado às comunidades da pesca artesanal”, afirma Cristiano Ramalho, secretário nacional da Pesca Artesanal do MPA.

Desde a sua criação, o programa vem sendo executado em parceria com movimentos sociais, instituições de ensino e pesquisa; ministérios, governos estaduais e municipais. Graças a essa gestão participava, diversas melhorias foram promovidas nos modos de vida da pesca tradicional.

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As atividades estão distribuídas em várias regiões do país, em especial no norte e nordeste, locais onde predominam pescadores e pescadoras negras, indígenas, ribeirinhos, marisqueiras.

Segundo Cristiano Ramalho, nesses dois anos foram executadas diversas ações em favor das mulheres pescadoras, da juventude pesqueira, da cadeia produtiva, da retomada da extensão pesqueira e a promoção da saúde. “Através de políticas como Jovem Cientista da Pesca Artesanal, Saberes das Águas, Boa Maré, dentre outras, retratamos a transversalidade dessa iniciativa no âmbito do Governo Federal”, afirma.

“Tudo isso, graças ao apoio de universidades, Fiocruz e governos estaduais e municipais, organizações sociopolíticas da pesca, dentre tantas, ajudamos a retirar o Brasil do Mapa da Fome e temos apoiado diversas comunidades da pesca artesanal no desenvolvimento de seus territórios”, acrescenta Ramalho

Ele ainda aborda que o Presidente Lula e os demais Ministérios de seu Governo estão construindo e reconstruindo a capacidade do Poder Público Federal de investir em políticas públicas. “Temos feito essa reconstrução na pesca artesanal, com e para as pescadoras e pescadores artesanais. Temos a certeza de que o Programa Povos da Pesca Artesanal avançará ainda mais na promoção das mulheres e homens das águas. Muito ainda precisa ser feito, após o que o Brasil viveu de 2016 a 2022, no que recuo das políticas públicas, de maneira geral, e dos valores democráticos”, finaliza.

Frutos do Povos da Pesca
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Para mais informações, consulte o Decreto nº 11.626 de 2 de agosto de 2023 e acesse a Síntese do Programa Povos da Pesca Artesanal.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Mercado de trigo trava no Sul do Brasil com impasse de preços e segue pressionado por cenário internacional em Chicago

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O mercado de trigo enfrenta um cenário de travamento nas negociações no Sul do Brasil, ao mesmo tempo em que acompanha a pressão baixista nas cotações internacionais na Bolsa de Chicago (CBOT). O descompasso entre preços pedidos por produtores e valores ofertados pela indústria, somado à baixa liquidez típica da entressafra, mantém o setor em ritmo lento e com poucas operações concluídas.

No ambiente externo, o avanço das condições das lavouras no Hemisfério Norte e a expectativa de maior oferta global continuam influenciando negativamente os contratos futuros, enquanto no mercado brasileiro a restrição de oferta ainda sustenta parcialmente os preços internos.

Impasse entre produtores e moinhos paralisa negociações no Sul

De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul praticamente não avançou ao longo da semana. Produtores pedem cerca de R$ 1.350 por tonelada no interior, enquanto os moinhos alegam que os valores inviabilizam a operação industrial, principalmente diante da dificuldade de repasse no mercado de farinha.

Com estoques de maio já garantidos e parte de junho assegurada, a indústria reduziu a intensidade das compras para evitar maior pressão sobre os preços. O setor moageiro relata ainda dificuldades na comercialização da farinha, o que limita reajustes e mantém margens apertadas.

Na safra nova, foram registrados negócios pontuais em torno de R$ 1.250 CIF porto e CIF moinhos, com volume antecipado estimado em cerca de 40 mil toneladas entre operações industriais e exportação. O preço de balcão em Panambi permaneceu estável em R$ 62,04 por saca.

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Santa Catarina e Paraná também registram baixa liquidez

Em Santa Catarina, o mercado segue lento e diretamente dependente do desempenho das vendas de farinha. As ofertas de trigo provenientes do Paraná e do Rio Grande do Sul avançaram para cerca de R$ 1.400 por tonelada FOB, enquanto o produto catarinense gira próximo de R$ 1.300 FOB.

No mercado de balcão, os preços permaneceram estáveis em algumas regiões, com altas pontuais em municípios como Chapecó, Joaçaba e Canoinhas.

Já no Paraná, a comercialização também ocorre em ritmo reduzido. Os moinhos trabalham com indicações entre R$ 1.370 e R$ 1.430 CIF para entregas em junho, enquanto vendedores seguem pedindo valores mais elevados. Para a safra nova, as ofertas de compra variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entrega em setembro.

Chicago recua com expectativa de maior oferta global

No cenário internacional, o trigo opera em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionado por expectativas de maior oferta global e condições favoráveis das lavouras de inverno nos Estados Unidos.

Por volta das 9h40 (horário de Brasília), os contratos futuros registravam quedas generalizadas: o vencimento maio/26 era negociado a US$ 5,97/bu, com recuo de 8 pontos; julho/26 a US$ 6,10/bu, queda de 6 pontos; setembro/26 a US$ 6,25/bu, baixa de 7 pontos; e dezembro/26 a US$ 6,47/bu, também com desvalorização de 7 pontos.

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Além disso, o mercado internacional segue pressionado pela forte competitividade do trigo russo e de países da região do Mar Negro, que mantêm ampla oferta no comércio global. A valorização do dólar frente a outras moedas também reduz a competitividade do produto norte-americano nas exportações.

Mercado brasileiro ainda sustentado pela entressafra

Apesar da pressão externa, o mercado doméstico brasileiro segue relativamente sustentado pela oferta restrita típica do período de entressafra. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços do trigo em grão avançaram ao longo de abril devido à baixa disponibilidade e à postura cautelosa dos produtores, que aguardam melhores condições de venda.

Compradores com necessidade imediata acabam aceitando valores mais elevados, o que ajuda a sustentar as cotações internas, mesmo diante do cenário internacional negativo.

No segmento de derivados, o Cepea aponta pressão sobre o farelo de trigo, influenciado pela demanda mais fraca e pela concorrência com substitutos. Já os preços das farinhas apresentam maior estabilidade nas últimas semanas.

Perspectiva do mercado

O cenário atual indica um mercado de trigo dividido entre a pressão internacional de baixa e a sustentação interna causada pela oferta limitada no Brasil. No curto prazo, analistas apontam que a evolução da nova safra e o comportamento das importações serão determinantes para definir a direção dos preços no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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