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Programação de embarques de açúcar recua nos portos brasileiros; receita com exportações também diminui
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Redução na fila de embarques de açúcar
A quantidade de navios aguardando para embarcar açúcar nos portos do Brasil recuou na semana encerrada em 4 de junho. Segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil, 74 embarcações estavam na fila, ante 88 na semana anterior.
Queda no volume total agendado
O volume total agendado para exportação também diminuiu:
- Semana atual: 2,910 milhões de toneladas
- Semana anterior: 3,247 milhões de toneladas
Porto de Santos lidera embarques
A maior parte das exportações será feita pelo Porto de Santos (SP), com 1.873.288 toneladas programadas. Em seguida, aparecem:
- Paranaguá (PR): 664.511 toneladas
- São Sebastião (SP): 155.925 toneladas
- Imbituba (SC): 76.277 toneladas
- Maceió (AL): 91.756 toneladas
- Recife (PE): 28.670 toneladas
- Itajaí (SC): 20.000 toneladas
Tipos de açúcar a serem embarcados
As cargas programadas contemplam os seguintes tipos de açúcar:
- VHP: 2.726.689 toneladas
- Cristal B150: 81.000 toneladas
- Refinado A45: 102.738 toneladas
O relatório considera navios já atracados, fundeados ou com previsão de chegada até 14 de julho.
Exportações: receita e volume em queda
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, nos primeiros cinco dias úteis de junho, a média diária de receita com exportações brasileiras de açúcar e melaços foi de US$ 67,889 milhões.
- Volume médio diário exportado: 156.639 mil toneladas
- Total exportado no mês: 783.197 toneladas
- Receita total: US$ 339,445 milhões
- Preço médio por tonelada: US$ 433,40
Comparação com junho de 2024
Na comparação com igual período de 2024, observam-se as seguintes quedas:
- Receita diária: -11,9% (era US$ 77,021 milhões)
- Volume diário: -1,9% (era 159,717 mil toneladas)
- Preço médio por tonelada: -10,1% (era US$ 488,20)
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.
Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.
“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.
Plano Nacional da Pesca Artesanal
O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.
“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.
Reuniões bilaterais
Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.
A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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