AGRONEGOCIOS
Projeto Alimentar beneficia mais de 350 famílias na Baixada Cuiabana
AGRONEGOCIOS
Idealizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Associação Mato-grossense de Inclusão Social e Agricultura Familiar (Amais), o projeto Alimentar contempla a implantação de hortas solidárias em áreas urbanas visando a produção de alimentos saudáveis, incentivo à sustentabilidade, capacitação e oportunidade de geração de renda para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Neste sábado (2), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizou uma visita técnica à horta solidária do projeto Alimentar localizada na em uma área de aproximadamente 2,5 hectares na Avenida da FEB, em Várzea Grande. No local, a iniciativa conta com apoio do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e da superintendência da Polícia Rodoviária Federal no estado de Mato Grosso (PRF-MT) que cederam o terreno. Também são apoiadores do projeto instituições como a Energisa, que destina material orgânico utilizado na cobertura de solo, dando destino correto à poda de árvores em Cuiabá; o frigorífico Marfrig, que doa material orgânico dos currais para utilização como adubo, e outros.
“O Governo Federal vem incentivando a implementação de hortas urbanas em todo o país levando tecnologia, trabalho, oportunidades e combatendo a fome. Aqui em Mato Grosso, o Mapa, com as parcerias que está realizando, já está realizando esse trabalho na Baixada Cuiabana e vamos ampliar para muito mais lugares”, explicou o ministro.
Ainda em fase inicial, o projeto já conta com 350 famílias cadastradas recebendo esses alimentos e também cinco entidades com a Apae, escolas, creches e outras instituições de caridade que desenvolvem atividades como distribuição de sopão e alimentos em apoio às famílias vulneráveis.
Os alimentos são distribuídos quinzenalmente para as famílias cadastradas, que recebem uma cesta com diferentes tipos de verduras e hortaliças produzidos nas hortas do projeto. O cadastro é feito com apoio de profissionais de assistência social. As famílias devem estar inscritas no CADÚnico e as instituições são visitadas antes do cadastramento.
Em Mato Grosso, já são três hortas solidárias em funcionamento, localizadas nos municípios de Várzea Grande, Cuiabá e em Nossa Senhora Livramento. As duas primeiras já estão em fase de produção e a terceira, localizada na Unidade Mista de Pesquisa e Inovação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também será destinada à pesquisa para o desenvolvimento de tecnologia da olericultura na Baixada Cuiabana.
Informações à imprensa
[email protected]
AGRONEGOCIOS
Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor
A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.
O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.
Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.
A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.
Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.
O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.
Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.
As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.
A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.
O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.
As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.
Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.
Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.
“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.
O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.
Fonte: Pensar Agro
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão

