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Prova de Eficiência Alimentar Angus é realizada pela primeira vez com animais jovens

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Avaliação inédita com animais mais jovens

Pela primeira vez, a Embrapa Pecuária Sul, em parceria com a Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, está realizando a Prova de Eficiência Alimentar (PEA) com animais de 9 a 12 meses, enquanto edições anteriores avaliavam bovinos com cerca de 18 meses.

A prova acontece na sede da Embrapa em Bagé (RS) e vai até dezembro de 2025. O objetivo é identificar reprodutores de corte que apresentem menor consumo alimentar e maior ganho de peso, dentro do mesmo sistema de produção.

“Avaliar animais mais jovens permite homogeneidade maior nos lotes, pois eles estão em curvas de crescimento semelhantes, beneficiando a análise de eficiência alimentar”, explica Álvaro Moraes, analista da Embrapa Pecuária Sul.

Como funciona a Prova de Eficiência Alimentar

A PEA utiliza dois indicadores principais:

  • Consumo Alimentar Residual (CAR): mede a diferença entre o consumo observado e o estimado com base no peso metabólico e no ganho médio diário. Animais mais eficientes apresentam CAR negativo, consumindo menos alimento do que o esperado.
  • Ganho de Peso Residual (GPR): compara o ganho observado com o estimado para diferentes níveis de consumo. Animais desejáveis apresentam GPR positivo, ou seja, ganham mais peso do que o calculado.
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O Índice de Classificação Final (ICF) combina 50% do CAR e 50% do GPR para classificar os animais em três categorias:

  • Elite: ICF maior que a média +1 desvio padrão
  • Superior: ICF entre a média e +1 desvio padrão
  • Comercial: ICF abaixo da média
Tecnologia aplicada à medição do consumo e peso

Os dados de consumo são coletados por cochos eletrônicos equipados com células de carga, sensores e coletores inteligentes. Cada animal recebe um brinco eletrônico que registra o alimento consumido em cada visita ao cocho.

O peso dos animais é medido diariamente em balanças acopladas aos bebedouros, permitindo o cálculo preciso do GPR.

“O protocolo é o mesmo aplicado aos animais adultos, mas o uso de jovens gera custos menores e possibilita a participação de mais animais, ampliando a população de referência da raça”, afirma Carolina Silveira, assistente de fomento da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack.

Duração e etapas da prova

A PEA tem duração máxima de 91 dias, divididos em:

  • 21 dias: adaptação à nova dieta e grupo de manejo
  • 70 dias: período de avaliação dos parâmetros de eficiência alimentar
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A iniciativa representa um avanço na seleção genética de bovinos Angus e Ultrablack, permitindo melhor planejamento reprodutivo, redução de custos e incremento na produtividade da pecuária de corte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita avança no Sul enquanto safrinha entra em fase crítica

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A safra brasileira de milho avança em ritmos diferentes conforme a região do país. Enquanto produtores do Sul e parte do Sudeste praticamente encerram a colheita do milho verão, o milho segunda safra — conhecido como safrinha e responsável pela maior parte da produção nacional — atravessa fases decisivas de desenvolvimento no Centro-Oeste e no Paraná, com o clima no centro das atenções do mercado.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita da primeira safra está praticamente concluída no Paraná e se aproxima do fim em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em São Paulo, os trabalhos também avançam rapidamente, enquanto Minas Gerais segue acelerando a retirada do cereal das lavouras. A boa produtividade registrada em parte das áreas do Sul ajuda a reforçar a oferta no mercado interno neste início de segundo semestre.

Ao mesmo tempo, o milho safrinha segue em desenvolvimento nas principais regiões produtoras do país. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, grande parte das lavouras já está em enchimento de grãos, reflexo do plantio antecipado após a colheita da soja. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, as áreas apresentam desenvolvimento variado conforme a época de plantio e o comportamento das chuvas nos últimos meses.

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No Paraná, segundo maior produtor de milho segunda safra do Brasil, muitas lavouras ainda estão em floração e espigamento, fase considerada uma das mais sensíveis para definição do potencial produtivo.

Técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral) e da Conab acompanham com atenção as condições climáticas, especialmente diante da redução das chuvas em algumas regiões e da chegada das primeiras massas de ar frio mais intensas do ano.

A preocupação do setor é que períodos prolongados de estiagem ou ocorrência de geadas fora do padrão possam afetar parte das lavouras justamente durante o desenvolvimento reprodutivo. Por outro lado, áreas plantadas dentro da janela ideal ainda apresentam bom potencial produtivo, principalmente em Mato Grosso.

A Conab projeta uma produção robusta para o milho brasileiro na safra 2025/26, sustentada principalmente pela segunda safra, que responde por cerca de 75% da produção nacional. O desempenho da safrinha será decisivo para o abastecimento interno, formação dos estoques e ritmo das exportações brasileiras no segundo semestre.

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No mercado, cooperativas, tradings e indústrias de ração acompanham de perto a evolução climática nas próximas semanas. O comportamento das lavouras no Centro-Oeste e no Paraná deve influenciar diretamente os preços do cereal, os custos da cadeia de proteína animal e o volume disponível para exportação ao longo de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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