AGRONEGOCIOS
Qualidade da carne é chave para o sucesso na avicultura, apontam especialistas
AGRONEGOCIOS
A qualidade da carne e da carcaça dos frangos de corte é um fator crucial para garantir um produto final uniforme, seguro e atrativo ao mercado. Segundo Kelen Zavarize, gerente de serviços técnicos da Novus, essa qualidade impacta diretamente o rendimento da indústria, a aceitação dos consumidores e o cumprimento das normas sanitárias e comerciais. Além disso, carcaças com defeitos ou baixa qualidade resultam em perdas econômicas devido ao descarte ou desvalorização no processamento. Na exportação, a uniformidade é um critério essencial para manter a competitividade do setor.
Fatores que influenciam a qualidade da carne
Cinco aspectos principais são determinantes durante o processo produtivo:
- Genética: Linhagens de crescimento rápido podem oferecer maior rendimento, mas apresentam maior risco de problemas musculares, como o peito amadeirado e estrias brancas.
- Nutrição: O equilíbrio correto de proteínas, energia, minerais e vitaminas é fundamental para o desenvolvimento muscular e a deposição de gordura adequada.
- Manejo: Condições como densidade das aves, ventilação, temperatura e bem-estar animal influenciam diretamente a qualidade final da carne.
- Sanidade: Doenças respiratórias, intestinais e deficiências nutricionais prejudicam o crescimento e a qualidade da carne.
- Transporte e abate: O estresse e o manejo inadequados podem causar contusões, fraturas e alterar a textura da carne, afetando o produto final.
Programa Scale Up™ da Novus
Para enfrentar esses desafios, a Novus desenvolveu o programa Scale Up™, focado em potencializar a qualidade da carne e da carcaça, aumentar a produtividade e promover a sustentabilidade na produção avícola, resultando em maior rentabilidade para o produtor.
Estratégias nutricionais avançadas para melhores resultados
O programa utiliza estratégias nutricionais que incluem o uso dos minerais orgânicos bi-quelatados MINTREX®, que fortalecem o sistema imunológico das aves, aumentam a viabilidade do plantel e garantem uma conversão alimentar mais eficiente. Isso resulta em maior produção de carne por ave, com qualidade superior e melhor aceitação no mercado, impactando positivamente a lucratividade dos produtores.
Sustentabilidade aliada à produtividade
Além de melhorar o desempenho produtivo, a tecnologia utilizada reduz a excreção mineral no ambiente, contribuindo para a sustentabilidade da avicultura. Dessa forma, o programa Scale Up™ permite maximizar o retorno econômico e garantir um crescimento sustentável na produção de frangos de corte.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%
A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.
Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.
Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.
A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.
Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.
A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.
O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.
A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.
Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.
A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.
A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.
O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.
O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.
Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.
A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.
Fonte: Pensar Agro



