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Quaresma 2026: Tilápia Fica Mais Barata no Paraná, Aponta Pesquisa do Deral
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O início da Quaresma 2026 traz boas notícias para os consumidores do Paraná. Segundo boletim semanal do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o preço do filé de tilápia, principal produto da piscicultura paranaense, registrou redução de 5% no varejo em relação a janeiro de 2025. O dado é reforçado pelo IPCA, que indica queda de cerca de 12%, beneficiando vendas em supermercados e peixarias neste período de maior procura por peixes.
Tilápia: Paraná Mantém Liderança na Produção
O Paraná continua sendo um dos maiores polos pesqueiros do país, com destaque para a produção e exportação de tilápia. Em 2024, o Estado registrou 250 mil toneladas, alta de 17% sobre as 213 mil toneladas produzidas em 2023, consolidando-se como referência nacional no setor.
Ovos: Preço sobe, mas tendência é de estabilidade
No mercado de ovos, tradicionalmente aquecido durante a Quaresma, houve alta nos preços em Curitiba. O aumento é influenciado pela volta às aulas e pela redução sazonal da produção nacional, combinando demanda das merendas escolares e período religioso.
Segundo a médica veterinária e analista do Deral, Priscila Cavalheiro Marcenovicz, apesar do aumento recente, os valores não devem atingir os patamares observados em 2025. A previsão para as próximas semanas é de estabilidade, com preços 22,4% inferiores aos registrados no ano passado.
Cebola: Safra menor e excesso de oferta pressionam preços
A cebolicultura estadual registrou colheita de 116,8 mil toneladas em 2,8 mil hectares na safra 2025/2026, queda de 9,5% em relação à estação anterior. A região de Curitiba se destaca como segunda maior produtora, com 28,5% do volume colhido, atrás apenas de Guarapuava.
Apesar da produção robusta, o excesso de oferta nacional reduziu os preços pagos aos produtores. Atualmente, há 34,7 mil toneladas em estoque, exigindo estratégias de venda escalonada para equilibrar o mercado.
Carne de Peru: Paraná amplia exportações
O mercado externo de aves segue aquecido. O Paraná consolidou-se como o terceiro maior exportador nacional de carne de peru, com crescimento de 61,7% na receita cambial e aumento de 9% no volume embarcado.
Principais destinos das exportações em 2025 foram:
- México: 16.310 t / US$ 77,561 milhões
- Chile: 7.886 t / US$ 34,351 milhões
- África do Sul: 5.686 t / US$ 9,420 milhões
- Peru: 3.886 t / US$ 8,428 milhões
- Reino Unido: 3.742 t / US$ 22,112 milhões
Os dados destacam a valorização do produto “in natura” e a capacidade do Estado de gerar divisas significativas para a economia local.
Leite: Relação de troca indica custos mais equilibrados
O início de 2026 apresenta relação de troca de 25,75 litros de leite por saca de milho, superior à média de 2025 (24,73 litros/saca). Este indicador é fundamental para avaliar os custos de produção na pecuária leiteira.
No entanto, algumas regiões do Estado registram preço médio inferior a R$ 2,00 por litro recebido pela indústria, o que impacta localmente a rentabilidade e a relação de troca.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina
Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.
Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.
Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.
Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.
Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:
230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.
200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.
Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.
“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.
Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.
Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.
O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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