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Queda nos preços da carne de frango marca mês de maio com impactos da gripe aviária
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O mês de maio foi marcado por um cenário desafiador para a avicultura de corte no Brasil, com retrações nos preços tanto no mercado atacadista quanto nas vendas de frango vivo. A confirmação de um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial brasileira trouxe impactos imediatos para as exportações e refletiu nos valores do produto em diversas regiões do país.
Gripe aviária afeta exportações e pressiona mercado interno
De acordo com o analista Fernando Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, o mês foi considerado histórico para a avicultura de corte devido aos desdobramentos da gripe aviária. Após a confirmação do surto, países como China, União Europeia, Filipinas e África do Sul suspenderam as compras de carne de frango brasileira.
A medida causou acúmulo de estoques que, em parte, estão sendo redirecionados ao mercado doméstico, resultando na queda dos preços. “Os efeitos da Influenza Aviária ainda são limitados, mas já provocam impacto nas cotações, uma vez que parte da produção destinada à exportação está sendo ofertada no mercado interno”, explica Iglesias.
A China, um dos principais compradores, anunciou a suspensão das importações após a confirmação do surto, conforme divulgado pela Administração Geral de Alfândegas do país.
O Painel de Influenza Aviária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atualizado até a manhã de 30 de maio, registrava oito casos suspeitos no Brasil. Entre os confirmados em aves silvestres, destacam-se casos em Sapucaia do Sul (RS) envolvendo cisnes e marrecas, e em Mateus Leme (MG), com pavões e gansos.
Preços recuam em diversas regiões e categorias
Segundo levantamento da Safras & Mercado, os preços dos cortes de frango congelados no atacado de São Paulo apresentaram queda ao longo de maio:
- Peito: de R$ 11,00 para R$ 10,60/kg
- Coxa: de R$ 8,30 para R$ 7,50/kg
- Asa: de R$ 12,20 para R$ 11,60/kg
Na distribuição:
- Peito: de R$ 11,25 para R$ 10,80/kg
- Coxa: de R$ 8,50 para R$ 7,70/kg
- Asa: de R$ 12,40 para R$ 11,80/kg
Nos cortes resfriados, os valores também caíram:
- Atacado
- Peito: de R$ 11,10 para R$ 10,70/kg
- Coxa: de R$ 8,40 para R$ 7,60/kg
- Asa: de R$ 12,30 para R$ 11,70/kg
- Distribuição
- Peito: de R$ 11,35 para R$ 10,90/kg
- Coxa: de R$ 8,60 para R$ 7,80/kg
- Asa: de R$ 12,50 para R$ 11,90/kg
Queda também atinge preço do frango vivo
O levantamento mensal apontou queda no preço do frango vivo em várias regiões do Brasil:
- Minas Gerais: de R$ 6,20 para R$ 5,90/kg
- São Paulo: de R$ 6,50 para R$ 5,70/kg
- Mato Grosso do Sul: de R$ 6,10 para R$ 5,80/kg
- Goiás: de R$ 6,10 para R$ 5,80/kg
- Distrito Federal: de R$ 6,20 para R$ 5,90/kg
Preços estáveis foram registrados em:
- Santa Catarina (integração): R$ 4,70/kg
- Oeste do Paraná (integração): R$ 5,00/kg
- Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,80/kg
- Pernambuco: R$ 7,50/kg
- Ceará: R$ 7,80/kg
- Pará: R$ 8,00/kg
Exportações em leve retração
Mesmo com os efeitos da gripe aviária, as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas (frescas, refrigeradas ou congeladas) em maio renderam US$ 575,95 milhões, com média diária de US$ 35,99 milhões. Foram exportadas 318,52 mil toneladas, média diária de 19,91 mil toneladas.
Comparado a maio de 2024:
- Valor médio diário: alta de 0,5%
- Quantidade média diária: queda de 1,5%
- Preço médio da tonelada: valorização de 2,1% (US$ 1.808,2)
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O setor avícola segue em alerta diante dos desdobramentos da gripe aviária e seus impactos sobre o mercado interno e externo. A expectativa agora se volta ao controle da doença e à retomada gradual das exportações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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