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Queda nos preços do frango reflete maior oferta no mercado interno após embargo por caso de Influenza Aviária
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Levantamento do Cepea aponta uma forte queda nos preços da carne de frango no mercado doméstico. A pressão sobre os valores está diretamente ligada à maior oferta de produto que tem sido direcionada para o mercado interno nas últimas duas semanas.
Impacto do caso de Influenza Aviária no Rio Grande do Sul
Essa realocação da produção ocorreu após a confirmação de um caso do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em matrizeiro de aves comerciais na cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul. Como consequência, a União Europeia e outros 24 países passaram a impor embargo total à carne de frango brasileira. Além disso, 16 países restringiram a compra de produtos originários do Rio Grande do Sul, e dois países suspenderam as importações provenientes especificamente do município de Montenegro.
Fluxo maior e preços competitivos no Sul do Brasil
Segundo agentes consultados pelo Cepea, nas últimas semanas houve um aumento significativo no volume de frango exportado do Sul do país a preços mais baixos, o que tem gerado um desequilíbrio entre oferta e demanda na região. É importante destacar que o Sul é a principal região produtora e exportadora de carne de frango no Brasil.
Demanda doméstica enfraquecida contribui para a queda
Além do aumento da oferta, a demanda interna pela proteína está mais fraca, especialmente neste final de mês, período em que o poder de compra da população tende a diminuir. Esse cenário contribui para a retração nos preços praticados no mercado interno.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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