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Queda nos preços marca o mercado agropecuário em junho, aponta Cepea

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O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) divulgou as agromensais de junho de 2025, apontando comportamentos variados entre as principais commodities brasileiras. A maioria dos produtos acompanhados registrou retração nos preços, influenciada por fatores como desvalorizações externas, câmbio, colheitas em andamento e cenário climático. A seguir, os destaques por setor:

Açúcar: desvalorização externa pressiona mercado paulista

Apesar da oferta limitada de açúcar cristal de melhor qualidade (Icumsa 150) e das chuvas no início de junho, que atrapalharam a produção, os preços caíram no mercado spot de São Paulo. A baixa demanda para pronta-entrega e a queda nas cotações internacionais pressionaram o mercado interno. Ainda assim, os valores pagos no Brasil seguiram mais vantajosos que os externos.

Algodão: início da colheita pressiona valores

Os preços do algodão em pluma também caíram em junho. A pressão veio da queda do dólar e da desvalorização externa, combinadas ao início da colheita de uma safra que pode ser recorde em 2024/25. Com isso, vendedores liquidaram os estoques remanescentes da temporada anterior, e compradores aproveitaram para ofertar preços mais baixos.

Arroz: produtores resistem à queda de preços

No Rio Grande do Sul, houve um embate entre produtores e indústrias. Os produtores limitaram a oferta, insatisfeitos com os preços, enquanto as indústrias enfrentaram dificuldades para elevar as cotações, em meio à lentidão nas vendas do arroz beneficiado.

Boi gordo: avanço inicial seguido de recuo

Os preços do boi gordo subiram ligeiramente nas primeiras três semanas de junho em quase todas as praças acompanhadas. No entanto, a entrada de animais de confinamento ampliou as escalas e provocou recuo nas cotações na última semana do mês.

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Café: queda acentuada no arábica

Com o avanço da colheita da safra 2025/26, os preços do café arábica registraram queda expressiva. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, bebida dura, fechou junho com média de R$ 2.126,10/saca, valor 14,4% inferior ao mês anterior e o mais baixo desde novembro de 2024. No dia 30, a saca fechou a R$ 1.834,36, com queda acumulada de 21,5% no mês.

Etanol: reações distintas ao longo do mês

O mercado de etanol hidratado teve comportamento dividido. Na primeira quinzena de junho, os preços caíram, mas voltaram a subir na segunda metade do mês. No entanto, o saldo geral foi de queda nas cotações.

Feijão: mercado segmentado e preços distintos

A colheita da segunda safra de feijão carioca trouxe um cenário de segmentação de mercado. Grãos de melhor qualidade mantiveram os preços sustentados, enquanto os feijões comerciais seguiram com valores pressionados. Lotes com boa coloração, escurecimento lento e peneira adequada foram os mais valorizados.

Frango: impacto da gripe aviária derruba preços

A confirmação de um foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil impactou fortemente o mercado. Os preços da carne de frango no atacado da Grande São Paulo registraram, de maio para junho, a maior queda em 18 anos.

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Milho: clima favorável mantém tendência de queda

Os preços do milho seguiram em baixa em junho. As boas condições climáticas durante o desenvolvimento da segunda safra reforçam a expectativa de uma produção elevada em 2024/25, o que mantém a pressão sobre o mercado.

Ovinos: alta de preços com menor oferta

A maioria dos estados acompanhados pelo Cepea registrou alta nos preços do cordeiro vivo, com exceção de São Paulo. A principal razão foi a baixa disponibilidade de animais para abate, que elevou as cotações.

Soja: óleo valorizado com expectativa de demanda

O óleo de soja apresentou alta nos preços internacionais em junho. A expectativa de maior demanda para produção de biodiesel nos EUA — a partir de proposta da Agência de Proteção Ambiental (EPA), que prevê aumento da mistura obrigatória em 2026 e 2027 — impulsionou o mercado, já que o óleo de soja é a principal matéria-prima do biocombustível.

Trigo: liquidez baixa e preços em queda

O trigo teve mais um mês de retração. A pressão veio da queda nas cotações externas, do avanço da semeadura no Brasil e da baixa demanda interna. Moinhos relataram estoques suficientes ou uso de trigo importado, enquanto produtores se concentraram no campo. Com isso, a liquidez no mercado interno permaneceu baixa.

O boletim completo das agromensais de junho/2025 está disponível no site do Cepea.

Agromensais de JUNHO/2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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