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Rabobank projeta queda nos preços do algodão com recomposição dos estoques globais no AgroInfo Q1 2026
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O Rabobank divulgou a nova edição do relatório trimestral AgroInfo Q1 2026, trazendo análises atualizadas sobre o cenário do agronegócio. Para o mercado de algodão, o banco sinaliza um ambiente de maior pressão sobre os preços internacionais nos próximos meses.
Estoques globais pressionam o mercado
De acordo com o relatório, a recomposição moderada dos estoques globais de algodão, estimada em cerca de 4% ao final da safra 2025/26, tende a exercer pressão sobre as cotações da pluma no mercado internacional.
Esse movimento indica um cenário de maior disponibilidade global da fibra, o que reduz a sustentação dos preços, especialmente em um ambiente de demanda ainda incerta.
Oferta maior limita avanço dos preços
Com o aumento dos estoques, o mercado passa a operar com menor risco de escassez, o que naturalmente enfraquece o poder de reação das cotações. A tendência é de um comportamento mais pressionado para os preços no curto e médio prazo.
Além disso, o relatório aponta que a dinâmica global segue fortemente influenciada pelo equilíbrio entre produção e consumo, sendo esse um fator central para a formação dos preços.
Influência do cenário global
O desempenho do mercado de algodão também continua atrelado a fatores externos, como o comportamento da economia global e as oscilações em outras commodities, especialmente aquelas ligadas à energia.
No contexto atual, a volatilidade nos mercados internacionais, somada às incertezas geopolíticas, pode gerar movimentos pontuais nos preços, embora o fundamento de maior oferta siga predominante.
Perspectivas para 2026
De forma geral, o cenário projetado pelo Rabobank indica um mercado de algodão mais pressionado ao longo de 2026, refletindo a recomposição dos estoques globais.
A evolução da demanda mundial e eventuais mudanças no cenário macroeconômico serão determinantes para definir a intensidade dessa pressão sobre os preços da pluma ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Entrega do primeiro contrato de cessão de uso de águas da União no Amazonas
Um marco histórico para a aquicultura no Amazonas foi registrado nesta sexta-feira (25), no município de Iranduba, com a entrega do primeiro contrato de cessão de uso de águas da União para produção de pescado no estado. O documento permitirá ao usuário produzir tambaqui e representa uma nova etapa para o desenvolvimento da atividade aquícola na região, fomentando a geração de emprego e renda.
Durante a agenda em Manaus, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou o caráter inédito da iniciativa e a importância de ampliar o acesso às águas públicas para fortalecer a produção de pescado no país. “É de forma histórica que acontece a primeira entrega aqui no Amazonas. Estamos entregando para um usuário do município de Iranduba, que irá produzir em torno de 120 toneladas de tambaqui ao ano, gerando emprego, gerando oportunidade e gerando renda”, afirmou o ministro.
A iniciativa reforça o potencial do Amazonas para a produção de pescado e a importância de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva da pesca e da aquicultura. Segundo o ministro, o estado reúne uma forte vocação para a atividade, com cerca de 151 mil pescadores e pescadoras e uma produção estimada em 80 mil toneladas de pescado por ano.
Ciência e inovação para fortalecer a aquicultura
Na segunda parte da agenda em Manaus, o ministro Edipo Araujo visitou o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), onde conheceu as obras de reforma do laboratório voltado à aquicultura. A visita reforçou a importância da ciência e da pesquisa para o desenvolvimento de novas tecnologias, formação de profissionais e avanço da produção aquícola na Amazônia.
O espaço é considerado estratégico para a geração de conhecimento e para a formação de novos pesquisadores na área. Para o ministro, o fortalecimento da pesquisa é fundamental para ampliar a capacidade produtiva do setor e aumentar a competitividade do pescado brasileiro. “E só para lembrar que a aquicultura não é futuro, a aquicultura já é presente. Já é a cadeia produtiva do pescado que mais coloca alimento para a nossa mesa advindo das nossas águas. E por isso nós precisamos cada vez mais incentivar a pesquisa na aquicultura, crescer em inovação, crescer em tecnicismo, para que a gente possa despontar e concorrer com o mundo”, afirmou.
A visita ao INPA integra a agenda do Ministério da Pesca e Aquicultura voltada à aproximação com instituições de pesquisa e ao fortalecimento da ciência como instrumento para impulsionar a cadeia produtiva do pescado. A iniciativa também reforça a atuação na Amazônia, região estratégica para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura brasileira.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicutura
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