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Receita Federal divulga regras para entrega do ITR 2025; declaração começa em 11 de agosto

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A Receita Federal publicou as normas para a entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2025, com início do prazo de envio a partir de 11 de agosto, se estendendo até 30 de setembro, às 23h59 (horário de Brasília).

A seguir, confira os principais destaques da nova regulamentação:

Novidade: Declaração digital com recursos acessíveis

A principal inovação deste ano é a possibilidade de preenchimento da DITR por meio do serviço “Minhas Declarações do ITR”, disponível no Portal da Receita Federal. A ferramenta oferece funcionalidades como:

  • Pré-preenchimento automático de dados;
  • Agrupamento de imóveis;
  • Recursos de acessibilidade, facilitando o envio.

Além disso, a declaração também poderá ser realizada por meio do Programa ITR 2025, que estará disponível para download a partir do dia 8 de agosto.

Atenção aos prazos para evitar multas

O assessor técnico da Comissão Nacional de Assuntos Fundiários da CNA, Érico Goulart, alerta que os produtores rurais devem se atentar ao calendário de entrega da declaração.

“Depois do prazo final, o contribuinte estará sujeito à multa de 1% ao mês ou fração sobre o valor total do imposto devido”, explicou.

Quem deve declarar o ITR

Devem entregar a DITR 2025:

  • Pessoas físicas ou jurídicas que sejam proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidores de imóvel rural, exceto aquelas imunes ou isentas;
  • Aqueles que perderam a posse do imóvel em 2025 também devem declarar.
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Mudanças nas exigências e informações obrigatórias
  • Neste ano, não é mais necessário informar o Ato Declaratório Ambiental (ADA).
  • Porém, imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) devem informar o número do recibo, exceto nos casos de imunidade ou isenção do imposto.
Formas de pagamento e prazos

O imposto poderá ser pago:

  • Em até quatro parcelas mensais, desde que cada quota seja de no mínimo R$ 50;
  • Valores de até R$ 100 devem ser pagos em quota única.

Vencimentos:

  • A primeira quota ou quota única vence em 30 de setembro;
  • As demais parcelas vencem no fim de cada mês, com acréscimo de juros da Selic mais 1% no mês do pagamento.
Opções para pagamento

O contribuinte poderá quitar o imposto por:

  • Transferência eletrônica de fundos (TEF);
  • Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais);
  • Pix com QR Code, direto no sistema da Receita.

Com a digitalização do processo e o novo sistema da Receita, espera-se maior agilidade e comodidade para os contribuintes do meio rural, especialmente aqueles que já se antecipam ao calendário fiscal para evitar imprevistos.

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Saiba mais sobre a DITR

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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