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Reciclagem animal brasileira é destaque na África do Sul e na Turquia

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Adido Agrícola do Brasil na África do Sul, Carlos Muller, e do Adido Agrícola do Brasil na Turquia, Diego Rodrigues, apoiou, na última semana, uma missão de prospecção internacional da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA). As agendas ocorreram entre 4 e 7 de novembro e incluíram encontros setoriais e rodadas de negócios com empresas locais.

Na África do Sul, o evento Business Connection África do Sul, realizado no dia 4, reuniu empresas brasileiras e potenciais parceiros sul-africanos para tratar da inserção internacional do setor de reciclagem animal. A programação abordou requisitos sanitários, rastreabilidade e práticas sustentáveis na cadeia de suprimentos. O país foi identificado como mercado prioritário, impulsionado pela crescente demanda por insumos de origem animal destinados à indústria de alimentação.

Com mais de 64 milhões de habitantes, a África do Sul importou US$ 635 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, com destaque para carnes, produtos florestais e o complexo sucroalcooleiro.

Na Turquia, a missão teve início em 6 de novembro, em Ancara, com uma reunião junto à associação de produtores de alimentos para animais, entidade que representa cerca de 80% dos fabricantes turcos. No dia seguinte, em Istambul, ocorreu o Business Connection Türkiye, que aproximou 18 empresas locais dos ofertantes brasileiros. Foram apresentados portfólios de farinhas, gorduras e outros insumos para nutrição animal, fortalecendo o intercâmbio comercial entre os dois países.

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A Turquia, atual 9ª maior importadora de produtos agropecuários brasileiros, soma mais de US$ 3 bilhões em compras do Brasil em 2024. Pela posição estratégica entre a Europa e a Ásia e pelo perfil dinâmico da indústria de rações, o país é considerado um mercado com alto potencial de expansão.

A missão reforça o papel da reciclagem animal como vetor de eficiência no uso de matérias-primas, inovação tecnológica e conformidade regulatória, além de estreitar laços comerciais e institucionais com parceiros estratégicos na África e na Eurásia.

As ações integram o projeto Brazilian Renderers, realizado pela ABRA em parceria com a ApexBrasil e com o apoio das representações diplomáticas e das adidâncias agrícolas do Mapa. O foco é promover farinhas, gorduras, hemoderivados e proteínas hidrolisadas no mercado internacional, ampliando a competitividade e a diversificação de destinos das exportações brasileiras.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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