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Reforma Tributária transforma regras da importação e exige nova gestão de custos nas empresas

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Nova estrutura tributária muda a lógica da importação no Brasil

A reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional está provocando mudanças profundas na forma como o Brasil trata as operações de importação. A substituição de impostos como PIS, Cofins, ICMS e IPI pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) redefine o cálculo de custos e o momento do recolhimento de tributos.

Essas alterações impactam diretamente empresas industriais, comerciais e cadeias produtivas que dependem fortemente de insumos importados. Segundo dados oficiais do comércio exterior, o país movimenta mais de US$ 240 bilhões por ano em compras externas, o que amplia o alcance das mudanças.

Impacto financeiro e no capital de giro das importadoras

De acordo com Murillo Oliveira, especialista em investimentos internacionais e tesoureiro da Saygo, a reforma muda o fluxo financeiro e o momento de recuperação dos créditos tributários nas operações de importação.

“O novo sistema altera quando o imposto é pago e quando o crédito é recuperado. Isso afeta diretamente o capital de giro e a previsibilidade financeira das empresas que importam”, explica Oliveira.

A não cumulatividade plena prevista na reforma tende a simplificar a tributação, mas exige planejamento financeiro mais rigoroso para evitar desequilíbrios de caixa no curto prazo.

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Princípio do destino redefine incentivos e centros de distribuição

Com a adoção do princípio do destino, o imposto passa a ser recolhido no local de consumo — e não mais na origem da mercadoria. Essa mudança reduz disputas fiscais entre Estados, mas também altera os incentivos logísticos que orientavam a localização de centros de distribuição e rotas de importação.

Empresas que importam para abastecer diversas regiões do país precisarão reavaliar suas estruturas operacionais, contratos e modelos de transporte.

“A importação deixa de ser apenas uma questão tributária. As decisões agora envolvem imposto, logística e câmbio ao mesmo tempo. Tratar esses fatores isoladamente pode comprometer a competitividade”, alerta o especialista.

Transição até 2033 aumenta complexidade e risco operacional

O período de transição para o novo modelo tributário se estenderá até 2033, o que significa que as empresas terão de conviver com dois sistemas simultaneamente. Esse cenário híbrido eleva a complexidade operacional e aumenta o risco de erros de enquadramento ou de apropriação incorreta de créditos fiscais.

“O maior risco está na execução. Operar com dois regimes exige controle e governança mais rígidos, já que o custo do erro tende a crescer”, afirma Oliveira.

Regimes especiais e incentivos fiscais entram em revisão

A reforma também reacende o debate sobre os regimes especiais e incentivos fiscais utilizados atualmente para reduzir o custo de importação. Embora o objetivo do novo modelo seja neutralidade tributária no longo prazo, o mercado acompanha com cautela como esses mecanismos serão tratados na regulamentação.

“Algumas estruturas precisarão ser revistas, enquanto outras exigirão maior rigor no controle. A eficiência não virá automaticamente com a nova lei”, observa o especialista.

Planejamento financeiro passa a ser diferencial competitivo

Diante do novo cenário tributário e de um ambiente global marcado por volatilidade cambial e ajustes nas cadeias de suprimentos, o sucesso das operações de importação dependerá de planejamento financeiro integrado.

“Importar bem agora exige simulações de fluxo de caixa, análise criteriosa de créditos e alinhamento com a estratégia cambial. A reforma não é apenas uma troca de impostos, mas uma mudança na forma de planejar a operação”, conclui Murillo Oliveira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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