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Representando o Governo Federal, ministro Fávaro entrega moradias do Minha Casa, Minha Vida em Nova Mutum (MT)
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Nesta segunda-feira (15), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da entrega de chaves para 256 famílias do programa Minha Casa, Minha Vida. A cerimônia foi realizada em Nova Mutum (MT) e as unidades são do Residencial Cidade Bela.
O ministro Carlos Fávaro destacou que o Governo do presidente Lula retomou o programa Minha Casa, Minha Vida, com forte impacto em Mato Grosso, em parceria com o governo estadual e municipal. “Graças a esse conjunto de ações em todas as partes, a subvenção do estado, do município, a rapidez da construtora que terminou 10 meses antes do que planejado em contrato, esta obra está sendo entregue de acordo com a capacidade das famílias e o desejo da população”, afirmou.
O residencial conta com 8 blocos de apartamentos, cada um com 4 pavimentos e 8 unidades por andar, totalizando 256 apartamentos, todos com 1 vaga de garagem. O condomínio oferece áreas de lazer completas, incluindo praças, playgrounds e quiosques.
Por meio dessa modalidade, as 256 famílias irão custear suas novas moradias próprias com condições facilitadas de pagamento e taxas abaixo das praticadas no mercado.
As unidades de 2 quartos possuem sala, banheiro, cozinha e área de serviço, com 44 m² de área privativa. Já as unidades de 1 quarto contam com home office, sala, banheiro, cozinha e área de serviço, com 48 m² de área privativa adaptada para PCD.
Gilmara da Silva foi uma das pessoas contempladas pelo residencial e demonstrou gratidão por receber a própria casa após 15 anos pagando aluguel. “Vou poder mudar para a minha casa própria pagando bem menos do que pago de aluguel. Com o dinheiro que sobrar, pretendo mobiliar o apartamento para poder acomodar melhor a minha família”, expressou.
O superintendente da Caixa Econômica Federal em Mato Grosso, João Henrique, evidenciou a importância da entrega à população. “O nosso principal papel é transformar a vida das pessoas e não existe outra forma de fazer isso de maneira tão tangível quanto a habitação. Quando a gente olha um empreendimento como este, que foi construído com a parceria do governo do estado, da prefeitura municipal, da Assembleia Legislativa, da construtora e da Caixa, podemos oferecer moradias dignas às pessoas”, disse.
O empreendimento conta com unidades habitacionais financiadas com recursos do FGTS e subsidiadas pela Prefeitura Municipal, por meio da doação do terreno, além dos programas Minha Casa, Minha Vida (Federal) e SER Família Habitação (Estadual).
Já são R$ 5 bilhões investidos e 29,7 mil unidades habitacionais contratadas, garantindo dignidade e novas oportunidades às famílias. “Aqui em Nova Mutum estamos entregando mais de 200 casas, sendo 50 da Faixa I do Finisa (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social), com orçamento federal já liberado para contratação”, informou o ministro Carlos Fávaro, que também anunciou que a prefeitura pode cadastrar mais 200 moradias a custo zero para esta população.
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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro
A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.
A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.
A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.
Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.
O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.
A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.
O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.
Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.
Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.
A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.
Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.
O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.
A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.
Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.
Fonte: Pensar Agro



